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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Dólar fecha no maior valor em cinco meses após adiamento da reforma da Previdência

eforma da Previdência

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 3,336, com alta de R$ 0,021 (0,62%).

Imirante.com, com informações da Agência Brasil

O dólar começou o dia estável, mas disparou no decorrer da sessão. (Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
BRASÍLIA - Em um dia de tensões no mercado de câmbio, o dólar fechou no maior valor em quase seis meses. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (14) vendido a R$ 3,336, com alta de R$ 0,021 (0,62%). A moeda norte-americana está no nível mais alto desde 23 de junho (R$ 3,339).
O dólar começou o dia estável, mas disparou no decorrer da sessão. A divisa continuou a subir após o anúncio do adiamento, para 19 de fevereiro, da votação da proposta de reforma da Previdência.
A instabilidade estendeu-se à Bolsa de Valores. Em baixa pelo segundo dia seguido, o Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a quinta-feira com queda de 0,67%, aos 72.429 pontos.

IBGE: 50 milhões de brasileiros vivem na linha de pobreza

Renda
 O maior índice de pobreza se dá na Região Nordeste do país.
 
Agência Brasil

O Brasil é um país profundamente desigual. (Foto: Arquivo/O Estado)
BRASÍLIA - Mais de 25 milhões de brasileiros, o equivalente a 25,4% da população, vivem na linha de pobreza e possuem renda familiar equivalente a R$ 387,07 – ou US$ 5,5 por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre.
Os dados foram divulgados hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 – SIS 2017. Ela indica, ainda, que o maior índice de pobreza se dá na Região Nordeste do país, onde 43,5% da população se enquadram nessa situação e, a menor, no Sul: 12,3%.
A situação é ainda mais grave se levadas em conta as estatísticas do IBGE envolvendo crianças de 0 a 14 anos de idade. No país, 42% das crianças nesta faixa etária se enquadram nestas condições e sobrevivem com apenas US$ 5,5 por dia.
A pesquisa de indicadores sociais revela uma realidade: o Brasil é um país profundamente desigual e a desigualdade gritante se dá em todos os níveis.
Seja por diferentes regiões do país, por gênero - as mulheres ganham, em geral, bem menos que os homens mesmo exercendo as mesmas funções -, por raça e cor: os trabalhadores pretos ou pardos respondem pelo maior número de desempregados, têm menor escolaridade, ganham menos, moram mal e começam a trabalhar bem mais cedo exatamente por ter menor nível de escolaridade.
Um país onde a renda per capita dos 20% que ganham mais, cerca de R$ 4,5 mil, chega a ser mais de 18 vezes que o rendimento médio dos que ganham menos e com menores rendimentos por pessoa – cerca de R$ 243.
No Brasil, em 2016, a renda total apropriada pelos 10% com mais rendimentos (R$ 6,551 mil) era 3,4 vezes maior que o total de renda apropriado pelos 40% (R$ 401) com menos rendimentos, embora a relação variasse dependendo do estado.
Entre as pessoas com os 10% menores rendimentos do país, a parcela da população de pretos ou pardos chega a 78,5%, contra 20,8% de brancos. No outro extremo, dos 10% com maiores rendimentos, pretos ou pardos respondiam por apenas 24,8%.
A maior diferença estava no Sudeste, onde os pretos ou pardos representavam 46,4% da população com rendimentos, mas sua participação entre os 10% com mais rendimentos era de 16,4%, uma diferença de 30 pontos percentuais.
Desigualdade acentuada
No que diz respeito à distribuição de renda no país, a Síntese dos Indicadores Sociais 2017 comprovou, mais uma vez, que o Brasil continua um país de alta desigualdade de renda, inclusive, quando comparado a outras nações da América Latina, região onde a desigualdade é mais acentuada.
Segundo o estudo, em 2017 as taxas de desocupação da população preta ou parda foram superiores às da população branca em todos os níveis de instrução. Na categoria ensino fundamental completo ou médio incompleto, por exemplo, a taxa de desocupação dos trabalhadores pretos ou pardos era de 18,1%, bem superior que o percentual dos brancos: 12,1%.
“A distribuição dos rendimentos médios por atividade mostra a heterogeneidade estrutural da economia brasileira. Embora tenha apresentado o segundo maior crescimento em termos reais nos cinco anos disponíveis (10,9%), os serviços domésticos registraram os rendimentos médios mais baixos em toda a série. Já a Administração Pública acusou o maior crescimento (14,1%) e os rendimentos médios mais elevados”, diz o IBGE.
O peso da escolaridade
Os dados do estudo indicam que, quanto menos escolaridade, mais cedo o jovem ingressa no mercado de trabalho. A pesquisa revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado de trabalho com até 14 anos.
Para os analistas, “a idade em que o trabalhador começou a trabalhar é um fator que está fortemente relacionado às características de sua inserção no mercado de trabalho, pois influencia tanto na sua trajetória educacional – já que a entrada precoce no mercado pode inibir a sua formação escolar – quanto na obtenção de rendimentos mais elevados”.
Ao mesmo tempo em que revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado com até 14 anos, o levantamento indica também que este percentual cresce para o grupo de trabalhadores que tinha somente até o ensino fundamental incompleto, chegando a atingir 62,1% do total, enquanto que, para os que têm nível superior completo, o percentual despenca para 19,6%.
Ainda sobre o trabalho precoce, o IBGE constata que, em 2016, a maior parte dos trabalhadores brasileiros (60,4%) começou a trabalhar com 15 anos ou mais de idade. Entre os trabalhadores com 60 anos ou mais houve elevada concentração entre aqueles que começaram a trabalhar com até 14 anos de idade (59%).
A análise por grupos de idade mostra a existência de uma transição em relação à idade que começou a trabalhar, com os trabalhadores mais velhos se inserindo mais cedo no mercado de trabalho, o que pode ser notado porque 17,5% dos trabalhadores com 60 anos ou mais de idade começaram a trabalhar com até nove anos de idade, proporção que foi de 2,9% entre os jovens de 16 a 29 anos.
O IBGE destaca que os trabalhadores de cor preta ou parda também se inserem mais cedo no mercado de trabalho, quando comparados com os brancos, “característica que ajuda a explicar sua maior participação em trabalhos informais”.
Já entre as mulheres foi maior a participação das que começaram a trabalhar com 15 anos ou mais de idade (67,5%) quando comparadas com a dos homens (55%). Para os técnicos do instituto, esta inserção mais tardia das mulheres no mercado de trabalho pode estar relacionada “tanto ao fato de elas terem maior escolaridade que os homens, quanto à maternidade e os encargos com os cuidados e afazeres domésticos”.
Cresce percentual dos que não trabalham nem estudam
O percentual de jovens que não trabalham nem estudam aumentou 3,1 pontos percentuais entre 2014 e 2016, passando de 22,7% para 25,8%. Dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 indicam que, no período, cresceu o percentual de jovens que só estudavam, mas diminuiu o de jovens que estudavam e estavam ocupados e também o de jovens que só estavam ocupados.
O fenômeno ocorreu em todas as regiões do Brasil. No Norte, o percentual de jovens nessa situação passou de 25,3% para 28,0%. No Nordeste, de 27,7% para 32,2%. No Sudeste, de 20,8% para 24,0%. No Sul, de 17,0% para 18,7% e no Centro-Oeste, de 19,8% para 22,2%.
Ele atingiu, sobretudo, os jovens com menor nível de instrução, os pretos ou pardos e as mulheres e com maior incidência entre jovens cujo nível de instrução mais elevado alcançado era o fundamental incompleto ou equivalente, que respondia por 38,3% do total.
Pobreza é maior no Nordeste
Quando se avalia os níveis de pobreza no país por estados e capitais, ganham destaque - sob o ponto de vista negativo - as Regiões Norte e Nordeste com os maiores valores sendo observados no Maranhão (52,4% da população), Amazonas (49,2%) e Alagoas (47,4%).
Em todos os casos, a pobreza tem maior incidência nos domicílios do interior do país do que nas capitais, o que está alinhado com a realidade global, onde 80% da pobreza se concentram em áreas rurais.
Ainda utilizando os parâmetros estabelecidos pelo Banco Mundial, chega-se à constatação de que, no mundo, 50% dos pobres têm até 18 anos, com a pobreza monetária atingindo mais fortemente crianças e jovens - 17,8 milhões de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, ou 42 em cada 100 crianças.
Também há alta incidência em homens e mulheres pretas ou pardas, respectivamente, 33,3% e 34,3%, contra cerca de 15% para homens e mulheres brancas. Outro recorte relevante é dos arranjos domiciliares, no qual a pobreza - medida pela linha dos US$ 5,5 por dia - mostra forte presença entre mulheres sem cônjuge, com filhos até 14 anos (55,6%). O quadro é ainda mais expressivo nesse tipo de arranjo formado por mulheres pretas ou pardas (64%), o que indica, segundo o IBGE, o acúmulo de desvantagens para este grupo que merece atenção das políticas públicas.

ESTE É O PARQUE DE DIVERSÕES DO COLÉGIO F.A.C













quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Empresas devedoras do FGTS já podem parcelar débitos

Ministério do Trabalho
 
 Segundo o Ministério do Trabalho, o parcelamento poderá ser feito em até 12 vezes.
 
Agência Brasil
 
BRASÍLIA - Empresas devedoras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão parcelar débitos rescisórios. O Conselho Curador do FGTS aprovou, nesta quarta-feira (13), uma resolução que pode beneficiar 8 milhões de trabalhadores que saíram de empresas onde trabalhavam mas nunca conseguiram receber o FGTS porque o empregador não estava depositando os valores na conta vinculada do empregado, informou o Ministério do Trabalho.


Segundo o ministério, muitas empresas com débitos não depositavam os valores correspondente ao FGTS alegando dificuldades financeiras. / Foto: Divulgação.
Segundo o ministério, muitas empresas com débitos não depositavam os valores correspondente ao FGTS alegando dificuldades financeiras e, no momento da rescisão, não pagavam o que estavam devendo, pois a resolução do Conselho obrigava que esse pagamento fosse à vista.
De acordo com o ministério, para evitar que empregadores deixem de pagar o FGTS e depois se beneficiem do parcelamento, a regra vale apenas para quem estiver com débitos do fundo de garantia até 31 de dezembro de 2017. Um levantamento feito pela Caixa aponta para 421.012 empresas privadas e 4.845 públicas nessa situação. O montante da dívida dos débitos rescisórios soma R$ 2,6 bilhões, informou o ministério.
O parcelamento poderá ser feito em até 12 vezes, dependendo do quanto os valores das rescisões representam do total da dívida do empregador com o FGTS. Se esse percentual for menor do que 10%, o pagamento deverá ser feito à vista, sem negociação. Se for superior a 10%, os débitos rescisórios poderão ser acordados em parcelas mensais e sucessivas (veja tabela abaixo), desde que com anuência do sindicato de trabalhadores da categoria.
Empregadores com dívidas no Fundo de Garantia não recebem o Certificado de Regularidade do FGTS. Sem esse documento, as empresas não conseguem participar de concorrências públicas ou fazer financiamentos.
Veja a tabela sobre o parcelamento

Tabela de parcelamento. / Foto: Divulgação.

"Quero ser inocentado para ser candidato", diz Lula

Eleições 2018

Ex-presidente da República voltou a falar sobre seu julgamento e disse que para concorrer a eleição de 2018, quer ser inocentado antes
Lula voltou a falar sobre a sua candidatura a Presidência da República
Lula voltou a falar sobre a sua candidatura a Presidência da República (Foto: G1 Portal)
Brasília - Em evento com catadores de materiais recicláveis em Brasília, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva voltou a repetir que quer ser inocentado pela Justiça para voltar a concorrer à presidência da República.
"Todo santo dia fazem uma denúncia contra o Lula. Estou desafiando: me provem um pneu de bicicleta velho rasgado que eu tenha roubado. Se provarem eu venho aqui e peço desculpas. Não vou aceitar ser candidato para não poder ser preso. Quero ser inocentado para ser candidato", disse o petista na Expocatadores.

Em um evento típico de pré-campanha, Lula criticou os que vestem camisa amarela e "gastam o dinheiro em Miami", e culpou a classe média pelos 14 milhões de desempregados. "Prefiro os que vestem camisa vermelha e gastam o dinheiro aqui", discursou.

Na sequência, o presidente de honra do PT mandou um recado: "Tem uma parte da imprensa que não gosta de mim e vou dizer: vou voltar e fazer muito mais do que nos últimos oito anos."

Lula disse que o país só vai dar certo no dia em que os mais pobres forem tratados com respeito e pregou que o "bolo" precisa ser dividido de forma mais justa. "Enquanto tiver um governo cortando Orçamento, destruindo as empresas e tratando os mais pobres com desrespeito, esse País não vai dar certo", destacou.

O petista foi recebido aos gritos de "guerreiro", "fora, Temer" e "volta, Lula". Quando era presidente da República, Lula costumava participar do evento de Natal com os catadores. "Se tudo tivesse bem nesse País, não precisaria discutir com o partido se vou ou não ser candidato", afirmou.

No discurso de 15 minutos, Lula destacou que algumas pessoas que governaram o país não sabem o que é uma criança morrer de desnutrição e que, por saber isso, fez do combate à fome sua razão de vida. "Eu cada vez que encontro com vocês fico descobrindo porque uma parte da elite tem tanto ódio do Lula", declarou.

O petista disse ter orgulho da evolução dos catadores, que tem prazer em ver filho de catador fazendo curso de medicina, e que em seu governo todos evoluíram, de banqueiros, usineiros a indústria automobilística, pois "ganharam muito dinheiro". "Algumas pessoas não querem gostar de nós, por isso deram o golpe em Dilma", concluiu, referindo-se ao processo de impeachment da ex-presidente da República Dilma Rousseff.

Temer fica em São Paulo até amanhã para completar recuperação

Boletim médico
 De acordo com o hospital, o tempo de recuperação é de até 48 horas.
 
Agência Brasil

Michel Temer ( Foto: José Cruz/Agência Brasil)
O presidente Michel Temer ainda não recebeu alta da pequena cirurgia a que se submeteu ontem (13) em São Paulo. Em nota, o Palácio do Planalto informou que Temer permanecerá até amanhã na capital paulista em repouso para completar a recuperação.
A equipe médica do Hospital Sírio-Libanês avaliou que o presidente se recupera bem do procedimento. Ele foi internado no início da tarde, com um quadro de dificuldade urinária e diagnóstico de estreitamento uretral, segundo boletim médico.
De acordo com o hospital, o tempo de recuperação é de até 48 horas. O presidente está sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas por Roberto Kalil Filho e Miguel Srougi.
Na agenda oficial de hoje, estava previsto que Temer receberia o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, e daria posse ao novo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

ESTA É A BIBLIOTECA Nº 02 DO COLÉGIO F.A.C