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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O SUCESSO DA MALA


Respiro ofegante. Trago nas mãos um pequena mala e uma agenda tinindo de nova. É meu primeiro dia de aula. Venho substituir uma professora que teve que se ausentar "por motivo de força maior". Entro timidamente na sala dos professores e sou encarada por todos. Uma das colegas, tentando me deixar mais à vontade, pergunta: - É você que veio substituir a Edith?
- Sim - respondo num fio de voz.
- Fala forte, querida, caso contrário vai ser tragada pelos alunos - e morre de rir.
- Ela nem imagina o que a espera, não é mesmo? - e a equipe toda se diverte com a minha cara.
Convidada a me sentar, aceito para não parecer antipática. Eles continuam a conversar como se eu não estivesse ali. Até que, finalmente, toca o sinal. É hora de começar a aula. Pego meu material e percebo que me olham curiosos para saber o que tenho dentro da mala. Antes que me perguntem, acelero o passo e sigo para a sala de aula. Entro e vejo um montão de olhinhos curiosos a me analisar que, em seguida, se voltam para a maleta.
Eu a coloco em cima da mesa e a abro sem deixar que vejam o que há lá dentro.
- O que tem aí, professora?
- Em breve vocês saberão.
No fim do dia, fecho a mala, junto minhas coisas e saio. No dia seguinte, me comporto da mesma maneira, e no outro e no outro...As aulas correm bem e sinto que conquistei a classe, que participa com muito interesse. Os professores já não me encaram. A mala, porém, continua sendo alvo de olhares curiosos.
Chego à escola no meu último dia de aula. A titular da turma voltará na semana seguinte. Na sala dos professores ouço a pergunta guardada há tanto dias:
- Afinal, o que você guarda de tão mágico dentro dessa mala que conseguiu modificar a sala a tão pouco tempo?
- Podem olhar - respondo, abrindo o fecho.
- Mas não tem nada aí! - comentam.
- O essencial é invisível aos olhos.
Aqui guardo o meu melhor.
Todos ficam me olhando. Parecem estar pensando no que eu disse. Pego meu material, me despeço e saio.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

PROFESSORES, COORDENADORES E FUNCIONÁRIOS FAQUIANOS COMEMORAM DIA DAS CRIANÇAS.















Professores, Coordenadores e Funcionários Faquianos fizeram uma grande festa na residência do Diretor do Colégio F.A.C., neste dia 12 de Outubro, em homenagem às crianças.
Com o comparecimento de mais de 100 crianças e a presença marcante dos professores e coordenadores do 1º período ao 5º Ano, foi realizada um grande festa em uma das áreas de lazer, pertencente ao Colégio F.A.C., onde distribuíram lanches e presentes aos participantes.

Feliz dia das Crianças!
Colégio F.A.C.

PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS SE REUNIRAM COM O PROPRIETÁRIO...












Professores e funcionários Faquianos se reuniram neste dia 12 de Outubro de 2009, com o Diretor Proprietário do Colégio F.A.C., onde fizeram um balance de Fevereiro até a presente data.
O Diretor conversou por quase duas horas, além de ter elogiado o trabalho realizado por alguns nestes últimos meses, criticou também o não compromisso com a profissão de outros.
Todos os presentes tiveram toda liberdade de se comunicarem da melhor maneira possível.

Parabéns Professores e Funcionários
Colégio F.A.C.

sábado, 10 de outubro de 2009

OS VÍNCULOS DEFINEM A QUALIDADE DA RELAÇÃO


O que seus filhos registram de você? As imagens negativas ou positivas? Todas. Eles arquivam diariamente os seus comportamentos, sejam eles inteligentes ou estúpidos. Você não percebe, mas eles o estão fotografando a cada instante.
O que gera os vínculos inconscientes não é só o que você diz a eles, mas também o que eles vêem em você. Muitos pais falam coisas maravilhosas para suas crianças, mas têm péssimas reações na frente delas: são intolerantes, agressivos, parciais, dissimulados. Com o tempo, cria-se um abismo emocional entre pais e filhos. Pouco afeto, mas muitos atritos e críticas.
Tudo que é registrado não pode mais ser deletado, apenas reeditado através, de novas experiências sobre experiências antigas. Reeditar é um processo possível, mas complicado. A imagem que seu filho construiu de você não pode mais ser apagada, só reescrita. Construir uma excelente imagem estabelece a riqueza da relação que você terá com seus filhos.
Outro papel importante da memória é que a emoção define a qualidade do registro. Todas as experiências que possuem um alto volume emocional provocam um registro privilegiado. O amor e o ódio, a alegria e angústia provocam um registro intenso.
A mídia descobriu, sem ter conhecimentos científicos, que anunciar as misérias humanas fisga a emoção e gera concentração. De fato, acidentes, mortes, doenças, seqüestros geram alto volume de tensão, conduzindo a um arquivamento privilegiado dessas imagens. Nossa memória tornou-se assim uma lata de lixo. Não é a toa que o homem moderno é um ser intranqüilo, que sofre por antecipação e tem medo do amanhã.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Bons pais dão presentes, pais brilhantes dão seu próprio ser.


Bons pais atendem, dentro das suas condições, os desejos dos seus filhos. Fazem festas de aniversário, compram tênis, roupas, produtos eletrônicos, proporcionam viagens.
Pais brilhantes dão algo incomparavelmente mais valioso aos filhos. Algo que todo o dinheiro do mundo não pode comprar: o seu ser, a sua história, as suas experiências, as suas lágrimas, o seu tempo.
Pais brilhantes, quando têm condições, dão presentes materiais para seus filhos, ,mas não os estimulam a ser consumistas, pois sabem que o consumismo pode esmagar a estabilidade emocional, gerar tensão e prazeres superficiais.
Os pais que vivem em função de dar presentes para seus filhos são lembrados por um momento. Os pais que se preocupam em dar a sua história aos filhos se tornam inesquecíveis.
Você quer ser um pai ou uma mãe brilhante? Tenha coragem de falar sobre os dias mais tristes da sua vida com seus filhos. Tenha ousadia de contar sobre suas dificuldades do passado. Fale das suas aventuras, dos seus sonhos e dos momentos mais alegres de sua existência. Humanize-se. Transforme a relação com seus filhos numa aventura . Tenha consciência de que educar é penetrar um no mundo do outro.
Muitos pais trabalham para dar o mundo aos filhos, mas se esquecem de abrir o livro da sua vida para eles. Infelizmente, seus filhos só vão admirá-los no dia em que eles morrerem. Por que é fundamental para a formação da personalidade dos filhos que os pais se deixem conhecer?
Porque esta é a única maneira de educar a emoção e criar vínculos sólidos e profundos. Quando mais inferior é a vida de um animal, menos dependente ele é dos seus progenitores. Nos mamíferos há uma dependência grande dos filhos em relação aos pais, pois eles necessitam não apenas do instinto, mas de aprender experiências com seus pais para poderem sobreviver.
Na nossa espécie essa dependência é intensa. Por quê?
Por que as experiências aprendidas não mais importantes do que as instintivas. Uma criança de sete anos é muito imatura e dependente dos seus pais, enquanto muitos animais com a mesma idade já são idosos.
Como ocorre esse aprendizado? Eu poderia escrever centenas de páginas sobre o assunto, mas neste livro comentarei apenas alguns fenômenos envolvidos no processo. O aprendizado depende do registro diário de milhares de estímulos externos ( visuais, auditivos, táteis) e internos (pensamentos e reações emocionais) nas matrizes da memória. Anualmente arquivamos milhões de experiências. Diferentemente dos computadores, o registro em nossa memória é involutário, produzido pelo fenômeno RAM (registro automático da memória).
Nos computadores, decidimos o que registrar, na memória humana, o registro não depende da vontade humana. Todas as imagens que captamos são registradas automaticamente.
Todos os pensamentos e emoções - negativos ou saudáveis - são registrados involuntariamente pelo fenômeno RAM.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PROCURANDO PAIS BRILHANTES E PROFESSORES FASCINANTES


Devemos procurar soluções que ataquem diretamente o problema. Precisamos algo sobre o funcionamento da mente e mudar alguns pilares da educação. As teorias não funcionam mais. Bons professores estão estressados e gerando alunos despreparados para a vida. Bons pais estão confusos e gerando filhos com conflitos. Existe no entanto uma grande esperança, mas não há soluções mágicas.
Atualmente, não basta ser bom, pois a crise da educação impõe que procuremos a excelência. Os pais precisam adquirir hábitos dos pais brilhantes para revolucionar a educação.
Os professores precisam incorporar hábitos dos educadores fascinantes para atuar com eficiência no pequeno e infinito mundo da personalidade dos seus alunos.
Cada hábito praticado pelos educadores poderá contribuir para desenvolver características fundamentais da personalidade dos jovens. São mais de cinquenta estas características. Entretanto, raramente um jovem tem cinco delas bem desenvolvidas.
Precisamos ser educadores muito acima da média se quisermos formar seres humanos inteligentes e felizes, capazes de sobreviver nessa sociedade estressante. A boa notícia é que pais ricos ou pobres, professores de escolas ricas ou carentes podem igualmente praticar os hábitos e técnicas propostos aqui.

Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A ESCOLA NA NOVELA


A novela das oito da Globo, como é chamada, vem abordando um dos grandes problemas da atualidade.
Cada vez mais, a indisciplina, o desrespeito ao professor, a falta de limites, a não ob-servância de regras e normas, a conduta antissocial, a incapacidade de convivência na coletividade, a incontinência verbal, a agressão, a violência e a pretensão de aprovação de qualquer jeito e sem esforço caracterizam boa parte dos alunos e seu procedimento na escola e perante a escola. E, muitas vezes, estimulados e acobertos pelos pais.
A raiz do problema está fora e antes da escola: falta a educação doméstica, a imposição de limites, o exemplo dos bons hábitos e costumes pelos que, legalmente e de fato, são os responsáveis pelas crianças, jovens e adolescentes.
A escola não é lugar de educar, mas de instruir e de possibilitar a vivência e a convivência coletivas, a boa sociabilidade.
No entanto, não são poucos os pais que por incompetência, desleixo e até mesmo de formação - querem transferir à escola o ônus, prerrogativa e dever que unicamente lhes cabe, abdicando de uma obrigação primária de quem procria e cria.
São os mesmos pais que, como também mostra a novela, por comodidade ou alienação, não aceitam a doença, a deficiência, a dificuldade e a deseducação dos filhos. Em vez de providenciar-lhes o tratamento adequado, procuram buscar culpa na escola e nos professores.
Para tal atitude de leniência e permissividade, contribui um excesso de democracia ou de compreensão do que realmente seja, confundindo-a com irresponsabilidade e permissividade, em que tudo é normal e tolerável, em nome do exercício da liberdade e do direito individual. Rousseau já lembrava que a democracia sem normas, sem regras, sem princípios para sua própria defesa, se destrói, criando a anarquia.
Há uma onda ideológica e de postura, decantada e multiplicada por certa parte da mí-dia, incentivada por ações de órgãos públicos, de autoridades e de certa legislação que propagam dereitos dos mais variados matizes, sem mostrar a correspondência recíproca do dever e da responsabilidade. Vivemos uma democracia só de direitos, sem obrigações, para gáudio de muitos que assim agem em busca de notoriedade, audiência ou votos.
Por isso, não são poucos os pais, como mostra a novela, que enfeitam o filho, desauto-rizam a escola e dela querem tirar vantagens, com pretensões de dano moral, de constrangimento ilegal, de ofensa ao menor, de cerceamento ilegal, de ofensa ao menor, de cerceamento de defesa, de infração do código de consumidor e a outros códigos.
Não se faz ensino, não se consegue educar, sem a cumplicidade harmoniosa de enten-dimento e confiança entre pais - alunos - professores e escola, dentro de um clima de respeito e seriedade.
Se a escola perder a condição de disciplinar, de impor limites e estabelecer normas, não mais haverá educação e ensino e, se o mundo está ruim; se imperam a droga, a violência, a impunidade, o deboche, a corrupção, a falta de respeito e a exploração do pró-ximo como objeto de uso e satisfação pessoal, ele ficará muito pior com a escola que está aí e com o que vem sofrendo, principalmente pela alienação de grande parte das famílias.
A escola também tem grande culpa, por tudo aceitar passivamente, sem reação, sem se impor ou se antepor, muitas vezes por comodismo, outras por medo e outras, ainda, simplesmente para não perder aluno.
Acrescente-se que projetos, órgãos e autoridades de ensino, práticas e pregação de certos segmentos o sistema do mérito, substituindo -o pela benevolência, tolerância e privilégios, a ponto de aprovar os que não se dedicam e não estudam.
Criança, adolescente e jovem precisam ser educados, conduzidos e preparados para tornarem gente de bem, competente, responsável, solidária e séria, Estão destruindo a escola, estão destruindo o futuro e, daqui a uns anos, restará o choro tardio e inútil, pois arrependimento não cura ninguém, nem a sociedade.
A Globo e a novelista expõem um problema real; não lhes cabe a incubência de corrigi-lo e de encaminhar soluções. Mas, ao trazê-lo o furo, em horário nobre, com grande audiência, está dando sua colaboração, retirando o tapete que acoberta um lixo deletério e de efeito retardado. Expõe publicamente e com clareza uma chaga, para que todos a sintam, examinem a moldura atacada por carunchos e, sem omissão, tomem conhecimento da praga, agindo para que seja extirpada enquanto é tempo.


A escola não é lugar de educar, mas de instruir e de possibilitar a vivência e a convivência coletivas, a boa sociabilidade.