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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Sampaio Corrêa bate Santa Cruz e mantém esperanças

Com a vitória no Recife, a Bolívia Querida está a três pontos do G-4.
Aldo Carneiro / Pernambuco Press
RECIFE – Na noite desta terça-feira (18), o Sampaio Corrêa sabia que um tropeço diante do Santa Cruz, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B, significaria o fim do sonho de disputar a Primeira Divisão em 2015. Sabendo da responsabilidade e da importância da partida, a Bolívia Querida não se intimidou com a pressão do Arruda, mostrou um excelente futebol e conquistou uma importante vitória por 2 a 0, que serviu para manter as esperanças no retorno à Série A, que não disputa desde 1986.
Depois de um primeiro tempo sem muitas emoções, o Sampaio se impôs na etapa final, com Válber abrindo o placar logo aos três minutos, aproveitando jogada de Siloé e o erro da defesa do Santa Cruz. Com a defesa do Bolivão trabalhando bem e controlando a pressão do Santa, Válber apareceu novamente aos 23 minutos, com um belíssimo lançamento para o zagueiro Luiz Otávio, que se aventurou no ataque e fez o segundo gol do time maranhense.
O triunfo na capital pernambucana ampliou as chances de acesso do Sampaio Corrêa, que chegou aos 53 pontos, subiu para a nona posição e está a três pontos do Boa Esporte, que está na quarta colocação. Já o Santa Cruz, com o tropeço diante de sua torcida, segue com 52 pontos, cai para a 10ª posição e praticamente está fora da briga pela quarta vaga na Primeira Divisão.
Restando duas rodadas para o fim da Segundona, tanto Sampaio quanto Santa Cruz farão, neste sábado (22), a despedida de suas torcidas nesta temporada. A Bolívia Querida fará um confronto direto pelo G-4 contra o Atlético Goianiense, no Castelão, enquanto a equipe coral enfrenta o Avaí no Arruda. O duelo do Sampaio contra o Dragão terá transmissão minuto a minuto do Imirante Esporte.
O jogo
Como o único resultado que interessava no Recife era a vitória, o Sampaio Corrêa avançou a sua marcação e tentou impor o seu ritmo de jogo nos primeiros minutos. Uilliam Corrêa, logo no primeiro minuto, forçou Tiago Cardoso a espalmar um chute de longa distância. Assustado, o Santa Cruz tentava responder com avanços pelas laterais e com a habilidade de Keno, mas o Bolivão não dava espaços e seguia tentando. Marino, aos 10, arriscou da entrada da área, mas não levou muito perigo ao time coral.
Depois da pressão inicial do Sampaio, o Santa Cruz passou a ter mais posse de bola e oferecer perigo ao time maranhense. Principal esperança de gols do Santa, Léo Gamalho travou uma disputa acirrada com Mimica e Luiz Otávio, mas os zagueiros da Bolívia Querida conseguiram neutralizar o camisa 9. Aos 25 minutos, o primeiro lance que levantou a torcida coral: após sobra de bola, Keno bateu forte e Rodrigo Ramos desviou pela linha de fundo.
Na reta final do primeiro tempo, o cenário não mudou muito: o Santa Cruz seguiu no ataque, apostando nas jogadas pelo alto, enquanto o Sampaio esboçava alguns contragolpes, especialmente com Hiltinho. Já nos últimos minutos, cada equipe teve uma chance de pouco perigo, com Uilliam Corrêa arriscando uma cobrança de falta direta e Léo Gamalho desviando uma cobrança de escanteio, parando nas mãos de Rodrigo Ramos.
Vibrante, Sampaio silencia o Arruda
Antes mesmo que as duas equipes adotassem alguma postura na etapa final, um lance mudou a história do jogo: aos três minutos, Márcio Diogo fez uma bela jogada, com a bola sobrando para Siloé, que arriscou o levantamento e viu Válber aproveitar o bate-rebate para marcar o primeiro gol do Sampaio. Rapidamente, o cenário se desenhou e o Sampaio passou a explorar os contragolpes, com o Santa Cruz tentando pressionar de qualquer maneira. Wescley, de longe, assustou Rodrigo Ramos, que espalmou para a frente e contou com a zaga para afastar o perigo.
Com o Santa Cruz arriscando suas fichas no ataque e o Sampaio mostrando habilidade nas respostas, o jogo ficou aberto. Aos 16 minutos, Marino chutou forte da entrada da área e quase ampliou para o Sampaio, mas Léo Gamalho, no minuto seguinte, assustou em cobrança de escanteio. A pressão coral, porém, esfriou de vez aos 23 minutos: após cruzamento de Válber, o zagueiro Luiz Otávio testou firme para o gol, sem chances para Tiago Cardoso.
O segundo gol praticamente definiu a situação a favor do Sampaio, que passou a tocar a bola e a esperar o tempo passar, enquanto o Santa Cruz pressionava de forma desorganizada, com direito a vaias dos torcedores. Wescley, aos 35 minutos, chutou forte após tabela com Léo Gamalho e teve a última grande chance do Santa Cruz. Márcio Diogo, por sua vez, também teve a chance de ampliar o marcador para o Sampaio, mas chutou fraco, nas mãos de Tiago Cardoso. O gol perdido, porém, não fez falta para o Bolivão, que acabou as chances de um rival direto e mantém o sonho vivo.
FICHA TÉCNICA
SANTA CRUZ: Tiago Cardoso; Tony, Everton Sena, Renan Fonseca e Tiago Costa; Sandro Manoel, Memo (Cassiano), Natan (Emerson Santos) e Wescley; Keno (Pingo) e Léo Gamalho. T: Oliveira Canindé
SAMPAIO CORRÊA: Rodrigo Ramos; Daniel Damião, Mimica, Luiz Otávio e Willian Simões; Jonas (Robson Simplício), Marino, Uilliam Corrêa, Hiltinho (Márcio Diogo) e Válber; Siloé (William Paulista). T: Vinícius Saldanha

Menino que comprou Fusca aos 10 anos quer ser palestrante e escritor

Thiago Berce é morador de Assis Chateaubriand, no oeste do Paraná.
Garoto criou cinco dicas de economia para quem quer guardar dinheiro.

Ilsinéia Machado Do G1 PR
O pai de Thiago é o 'motorista oficial' até o menino completar 18 anos (Foto: Arquivo pessoal) 
O pai de Thiago é o 'motorista oficial' até o menino completar 18 anos (Foto: Arquivo pessoal)
 
Thiago Morales Berce ficou famoso após comprar o primeiro carro – um Fusca 76 – com as economias guardadas durante três anos. O menino de dez anos, que mora em Assis Chateaubriand, no oeste do Paraná, agora quer realizar outros dois sonhos: ser palestrante e escritor. Thiago já dá dicas de economia para colegas e também criou uma página em uma rede social. “Tem garotos da minha idade e também adultos que estão seguindo o meu exemplo. Isso despertou o desejo de ensinar as pessoas”, explica.
"O menino do fusca", como ficou conhecido na cidade, está escrevendo um livro sobre como guardou dinheiro e também tem projetos para lançar uma coleção de gibis e ensinar educação financeira para as crianças.
A mãe, Andréia Morales Berce, conta que o garoto passou a ler e buscar mais informações sobre economia para ajudar e orientar as pessoas."Ele é muito disciplinado e centrado no que faz. O Thiago pergunta e pesquisa sobre tudo. Ele quer ajudar as pessoas a conquistarem os sonhos delas", disse.

Thiago, de 10 anos, juntou dinheiro durante três anos para comprar seu primeiro carro, em Assis Chateubriand, no Paraná (Foto: Andréia Morales Berce) 
Thiago, de 10 anos, juntou dinheiro durante 3 anos
para comprar o Fusca (Foto: Andréia M. Berce)
O fusca

Depois de passar uma semana no conserto, o fusca não ficou parado na garagem da casa do menino. “Ele só quer andar com o carro dele. Para ir em qualquer lugar, na igreja, na padaria, pescar... tudo tem que ser com o fusca. O meu carro ficou abandonado”, afirma o pai, Valdir de Souza Berce, que é o motorista oficial do Fusca até Thiago completar 18 anos de idade.
“Andar a pé nunca mais”, disse Thiago, que está guardando dinheiro novamente para investir no veículo. “Eu quero personalizá-lo. Nunca vou vendê-lo. Ele vai ficar de recordação”, afirma o menino que também guarda as economias para fazer faculdade. "Era para ter mais, mas precisei de uma bola de futebol nova, então usei o dinheiro. Não compro qualquer coisa, só o que realmente preciso”, explica Thiago que tem R$ 200 guardado.

Menino está guardando dinheiro para personalizar o fusca e para a faculdade (Foto: Arquivo Pessoal)Menino está guardando dinheiro para personalizar o fusca e para a faculdade (Foto: Arquivo Pessoal)
Rede social

Na rede social, Thiago compartilha seu dia a dia e também orienta quem está economizando. Entre as dicas que o garoto dá está a de trocar moedas por cédulas, para ajudar o comércio.
O menino também incentiva quem ainda não guarda dinheiro. “Comece a guardar o máximo de moedas que puder até o Natal e surpreenda seus pais com o valor que você juntar. Daí compre um brinquedo bem legal pra você”, escreveu na página.

Para ajudar aqueles que querem guardar dinheiro, Thiago criou cinco dicas de economia: pensar em alguma coisa que deseja comprar;  começar a guardar dinheiro, não importa o valor; usar o dinheiro que está guardando somente quando muito necessário;  nunca emprestar o dinheiro, a não ser que a pessoa devolva o valor corretamente, e continuar poupando sempre. “Com paciência e persistência qualquer pessoa pode conquistar um sonho”, afirma o garoto.

 

Fernando Baiano será ouvido pela Polícia Federal nesta quarta-feira

Ele é apontado como 'operador' do PMDB em esquema de corrupção.
Três executivos da Camargo Correia também serão ouvidos nesta quarta.

Adriana Justi Do G1 PR
Fernando Soares Lemos, conhecido como Fernando Baiano, envolvido na Operação Lava Jato da Polícia Federal (Foto: Reginaldo Teixeira/Veja) 
Fernando Baiano se entregou à polícia na
terça-feira  (Foto: Reginaldo Teixeira/Veja)
 
A Polícia Federal (PF) do Paraná informou que o lobista Fernando Soares Lemos, conhecido como “Fernando Baiano”, será ouvido nesta quarta-feira (19) na carceragem em Curitiba. Soares é um dos investigados da sétima fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Ele é apontado pelo doleiro Alberto Youssef como “operador” do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras.
O lobista estava foragido desde sexta-feira (14) e se entregou na terça (18) à Polícia Federal em Curitiba. Ao todo, 24 pessoas já foram presas nesta fase da operação. Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) está foragido. Onze investigados, que estavam presos desde sexta, foram libertados por volta das 22h30 de terça. Eles foram colocados em liberdade por decisão do juiz federal Sergio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância.
No processo da sétima fase da Lava Jato que tramita na Justiça Federal, os procuradores da República afirmam que algumas das maiores empreiteiras do país, reunidas em um cartel, combinavam quem ganharia as licitações para obras da Petrobras. Nessas concorrências, ressaltou o Ministério Público Federal, as empresas cobravam o preço máximo previsto nas licitações e depois distribuíam propina em valores correspondentes a 2% ou 3% do contrato a dirigentes da estatal do petróleo.
Ainda na noite de terça, o juiz Sergio Moro também determinou ao Banco Central a quebra de sigilo bancário de 16 dos investigados e de três empresas. Entre os suspeitos que terão as contas bancárias devassadas estão o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e executivos de algumas das principais empreiteiras do país.
Os depoimentos estão sendo realizados desde sábado (15). Nesta quarta, também serão ouvidos os três executivos ligados à empreiteira Camargo Corrêa. São eles: o presidente da empresa, Dalton dos Santos Avancini, do vice-presidente, Eduardo Hermelino Leite, e do presidente do Conselho de Administração da companhia, João Ricardo Auler.
Esses três executivos tiveram os mandados de prisão expedidos pela Justiça Federal do Paraná na na sexta, mas só se apresentaram no sábado, em São Paulo.
Apesar de o prazo das prisões temporárias de Avancini e Auler se encerrar nesta quarta, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, decretou, na terça, a prisão preventiva dos dois executivos. Com isso, não há prazo para a soltura deles. Aos jornalistas, os advogados dos três executivos garantiram que eles não permanecerão em silêncio durante os depoimentos.
Prisão preventiva
Além de decretar a prisão preventiva de Dalton dos Santos Avancini e João Auler, o juiz Sérgio Moro converteu a prisão temporária de outros quatro presos na sétima fase da Operação Lava Jato: Renato Duque, ex-diretor da Petrobras; Ricardo Ribeiro, presidente da UTC; José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS; Mateus Coutinho de Sá Oliveira, funcionário da OAS.
Não podem deixar o país
As 11 pessoas que foram libertadas na terça devem seguir algumas restrições impostas pelo juiz Sergio Moro: eles estão proibidos de mudança de endereço sem prévia autorização judicial e de deixar o país.
Eles também devem entregar os passaportes brasileiros e, eventualmente, de passaportes estrangeiros à Justiça no prazo de cinco dias, além de comparecer "a todos os atos processuais e ainda, perante a autoridade policial, MPF [Ministério Público Federa] e mesmo perante este Juízo mediante intimação por qualquer meio, inclusive telefone", diz um trecho da decisão. O descumprimento das medidas cautelares poderá causar a renovação da prisão cautelar.

Lava Jato
A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões e provocou desvio de recursos da Petrobras, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.
A nova fase da operação policial teve como foco executivos e funcionários de nove grandes empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras que somam R$ 59 bilhões. Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF e da Polícia Federal. Ao todo, foram expedidos, nesta sétima etapa, 85 mandados em municípios do Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e do Distrito Federal.
Conforme balanço divulgado pela PF, além das 23 prisões, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão. Também foram expedidos nove mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir à polícia prestar depoimento), mas os policiais conseguiram cumprir seis.

Arte presos e soltos Lava Jato 18 11 2014 (Foto: Editoria de Arte/G1) 
Arte presos e soltos Lava Jato 18 11 2014 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Victor & Leo assumem influência de Coldplay e 'rock alternativo eletrônico'

Faixa de novo CD tem referência de One Republic e Thirty Seconds to Mars.
'Acho importante inovar nos arranjos', diz Leo sobre 'Caminhos diferentes'.

Rodrigo Ortega Do G1, em São Paulo
Victor & Leo na capa do álbum 'Perfil' (Foto: Divulgação) 
Victor e Leo na capa do CD 'Perfil' (Foto: Divulgação)
 
É uma heresia dizer que a dupla Victor & Leo toca o bom e velho rock and roll. Verdade seja dita sobre os irmãos mineiros: eles tocam novo rock também. Se a "voz suave de Neil Young" e o hard rock de Bon Jovi e Guns foram citados como referências anteriores, agora vem algo mais moderno. "Caminhos diferentes", uma das duas faixas novas da coletânea "Perfil", tem arranjo inspirado no rock alternativo com elementos eletrônicos, conta Leo. Coldplay, One Republic, Thirty Seconds to Mars e Coldplay são referências. Clique para ver a letra e ouvir "Caminhos diferentes".
"Não tenho medo de arriscar. É algo novo dentro do sertanejo", diz Leo, coautor e arranjador da música. Na conversa com o G1, os músicos avaliam o gosto por misturas nos 22 anos de carreira. "Eu seria hipócrita se eu dissesse que 'Borboletas' é sertaneja. Não tem nada de sertanejo ali", diz Victor sobre um dos maiores sucessos, presente na coletânea.
G1 - Já que repassam a carreira nesse disco, o que acham o crescimento do sertanejo nesses 22 anos de trabalho?
Leo -
Fundamental foi a renovação do gênero, para entrar nos centros urbanos, e a mistura com outros estilos. Houve foi uma mistura geral. Isso foi muito positivo. As pessoas entenderam que a cultura sertaneja é cultura brasileira, e faz parte da essência do Brasil.
Victor - Em relação ao nosso trabalho, "Borboletas" é uma música sertaneja? Nada disso. Eu seria hipócrita se eu dissesse que "Borboletas" é sertaneja. Não tem nada de sertanejo ali. A única coisa de sertaneja é nossa interpretação, como dupla, mesmo assim com referências distintas. Agora, "Deus e eu no sertão" é uma música sertaneja renovada. "Vida boa" e "Sem trânsito, sem avião" também. Porque é uma música do sertão feita com uma nova linguagem. Nem tudo que voa é passarinho.
Eu seria hipócrita se eu dissesse que "Borboletas" é sertaneja. Não tem nada de sertanejo ali."
Victor Chaves, cantor
G1 - E nem toda dupla é sertaneja?
Victor -
Nem toda dupla é sertaneja. E nem tudo que você ouve tido como sertanejo é. Não é mesmo. Isso é minha opinião, não do meu irmão.
Leo - Respeito demais sua opinião, até concordo com o seu ponto de vista. Mas eu acho o seguinte: tudo vem de um gênero só, que é música sertaneja. O samba que se faz hoje não é igual ao que se fazia anos atrás. O rock que se faz hoje não é igual ao que se fazia.
Victor - É bem pior (risos).
Leo - O rock que se faz hoje traz muita mistura. Fora do Brasil, misturam hard rock, rock tradicional com eletrônico, R&B, com soul. Hoje a música mundial é mistura. E isso aconteceu no Brasil com a música sertaneja, que passa por isso.
Victor - Nós fazemos música pop, rock, soul, um monte de coisa misturada, e fazemos também música sertaneja. Agora, tem duplas que são tidas como sertanejas que não fazem nenhuma. Aí é que eu estou falando. Tem muito gato por lebre sendo trocado.
G1 - Sobre as músicas novas, a primeira coisa que notei em "Caminhos diferentes" foi o arranjo do Leo.
Leo - Essa música foi feita em voz e violão, um country. Depois pesquiso muito, ouvindo coisas diferentes, baixando músicas. Experimentei inúmeras coisas. Um negócio mais acústico, com um bumbo eletrônico, mas com violões. Depois mudei, com guitarras, para o lado pop rock, mas também não gostei. Fiz um laboratório. Acabei experimentando o "pad" [controlador de efeitos eletrônicos], e colocando loops [trecho de gravação em sequência] também no refrão, com a bateria acústica. Foi o que mais me emocionou. Como eu não tenho medo de arriscar... É algo muito novo dentro do sertanejo, do que a gente já fez.
Nessa canção eu tenho influências de One Republic, Thirty Second to Mars, Coldplay, um pouco de U2. Todos fazem esse rock alternativo misturado com eletrônico."
Leo, cantor
G1 - Teve uma inspiração específica?
Leo - Tem. Nessa canção eu tenho influências de One Republic, Thirty Second to Mars, Coldplay, um pouco de U2. Todos fazem esse rock alternativo misturado com eletrônico. Mistura um pouco também do hard rock, essa voz rasgada que os caras tinham antigamente, e essa base de guitarra que se usa muito nesse rock alternativo. Lógico que tem seu violãozinho e acordeom. Acho importante a gente inovar nos arranjos, mas não perder a essência. A essência do Victor e Leo está ali, embora tenha ousado muito no arranjo.
G1 - Já 'Como eu amei' [composta pelo Victor] é mais delicada. Qual foi a inspiração?
Victor - Vivência. É uma balada rock. Vim de gravações de guitarra no "Viva por mim" e continuei nessa música. Isso vem de muito antes. Quando a gente cantava no início, as pessoas que nos rodeavam na república em Viçosa eram roqueiros. Então ficava estranho cantar como se fosse dupla normal. Os caras iam certamente rejeitar. A gente tinha um jeito de cantar para agradar todo mundo. E aí mudava as nuances das vozes. Isso no primeiro ano, há 22 anos, uma tentativa de conversação universal. E veio se refletindo nos discos depois. Essa música, por exemplo, é uma forma de estar em dupla cantando um rock.
G1 - Houve uma divisão muito clara nessa coletânea, de uma música para cada um. Como pretendem continuar o trabalho?
Leo -
A gente pode fazer um "som Victor" e um "som Leo", que no palco vai ser Victor e Leo.
Victor - Acho que a voz do Leo em uma canção que eu arranjei é um "tempero Victor e Leo". Acho que a gente ficou mais prático. A gente batia muito cabeça, chegava no estúdio e ficava horas até um ponto comum, porque um queria uma coisa e um queria outra. Agora falamos que é possível que cada um vista as suas canções. E aí é como se fosse uma participação especial de um na canção do outro, que dá um tempero.

Victor e Leo (Foto: Heloisa Falak/Divulgação)Victor e Leo (Foto: Heloisa Falak/Divulgação)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ingressos para Flamengo x Criciúma já estão à venda

Série A 
Flamengo (RJ) e Criciúma (SC) se enfrentam dia 23, às 17h (horário de Brasília).
Gustavo Arruda/Imirante Esporte
SÃO LUÍS - Os ingressos para a partida entre Flamengo (RJ) x Criciúma (SC), dia 23, às 17h (horário de Brasília), no Estádio Castelão, pela Série A do Campeonato Brasileiro, começaram a ser vendidos sábado (15). Os interessados deverão procurar as bilheterias, do Estádio Castelão e Nhozinho Santos. HCG (São Francisco), Banca do Jorginho (Cidade Operária), Degraus Sport (Shopping da Ilha e Rua Grande), Lojas Cruzeiro (Centro), Ferpasa (São Cristóvão), Loja oficial do Sampaio (São Francisco) e Sede do Sócio Torcedor (Cohab).
Os ingressos valerão também para o jogo do Sampaio x Atlético-GO dia 22, às 21h (horário de Brasília),que também será realizado no Gigante do Outeiro da Cruz. Os bilhetes que permitem a entrada nas duas partidas serão comercializados a: R$ 100,00 cadeira coberta, R$ 80 setor quatro, e R$60 setores 1, 2, 3, 5 e 6.

Postos de venda de ingressos

Estádio Castelão (Outeiro da Cruz)
Estádio Nhozinho Santos (Canto da Fabril)
HCG (São Francisco)
Banca do Jorginho (Cidade Operária)
Degraus Sport (Shopping da Ilha e Rua Grande)
Lojas Cruzeiro (Centro)
Ferpasa (São Cristóvão
Loja oficial do Sampaio (São Francisco)
Sede do Sócio Torcedor (Cohab)

Olho-d'Água: 350 pessoas são vítimas de caravelas

Acidentes ocorreram no fim de semana; somente no sábado (15), foram 270 queimados.
Acidentes ocorreram no fim de semana; somente no sábado (15), foram 270 queimados. - Biaman Prado / O Estado
SÃO LUÍS - Os salva-vidas que atuam na praia do Olho-d'Água, em São Luís, registraram, sábado (15) e domingo (16), 350 pessoas que tiveram contatos com caravelas e sofreram algum tipo de queimadura. No sábado, os incidentes foram mais concentrados, com pelo menos 270 situações registradas. Inclusive com pessoas encaminhadas para hospitais em estado grave.
Segundo os salva-vidas que atuam no Olho-d'Água, a grande incidência de casos de queimaduras se deu por uma série de fatores, entre eles o atual período de incidência dos animais na orla, que deve ir até fevereiro, e o grande número de pessoas na praia durante o fim de semana, muito dos quais turistas, que não foram orientados, adequadamente pelos responsáveis da excursão, sobre os animais.

Hospital de Câncer de Barretos começa a usar robô em cirurgias

Nova tecnologia deve ser empregada em 480 procedimentos ao ano.
Máquina ajuda na recuperação de pacientes e reduz efeitos colaterais.

Felipe Turioni Do G1 Ribeirão e Franca
Robô Da Vinci será utilizado para cirurgia em pacientes do SUS, em Barretos, SP (Foto: Mário Menezes/Hospital de Câncer de Barretos)Robô Da Vinci será utilizado para cirurgia em pacientes do SUS, em Barretos, SP (Foto: Mário Menezes/Hospital de Câncer de Barretos)
 
O Hospital de Câncer de Barretos (SP) começou a utilizar um robô para cirurgias minimamente invasivas, como retirada de tumores e da próstata. A tecnologia deve ser empregada em 480 procedimentos ao ano, o que representa 3% das 14,4 mil cirurgias realizadas pela instituição. O hospital é o primeiro do interior de São Paulo que presta atendimento 100% SUS a usar esse tipo de equipamento para operações.
O robô “Da Vinci” já foi utilizado em pelo menos quatro procedimentos cirúrgicos desde o início de novembro e em Barretos o equipamento vai atuar inicialmente em quatro especialidades: digestivo alto, digestivo baixo, urologia e ginecologia. Segundo o urologista Eliney Faria, o principal benefício do uso da robótica nas cirurgias é a redução da incidência de alguns dos efeitos colaterais para o paciente.
No setor de urologia, o robô poderá ser usado para retirada de tumor nos rins ou da próstata de pacientes com câncer. “Tirar a próstata pode causar efeitos colaterais sérios, como impotência e incontinência urinária e por ser uma cirurgia mais precisa, reduz os riscos desse tipo de problema”, comentou o médico.

Cirurgião fica a quatro metros de distância do paciente durante operação com uso de robô em Barretos, SP (Foto: Mário Menezes/Hospital de Câncer de Barretos) 
Cirurgião fica a quatro metros de distância do
paciente (Foto: Mário Menezes/
Hospital de Câncer de Barretos)
 
A recuperação mais rápida no pós-operatório também é uma das vantagens do uso da tecnologia. “O robô consegue fazer com que os movimentos sejam mais finos e o paciente vai embora para casa no dia seguinte e em 20 dias já está trabalhando. Na cirurgia comum vai levar três dias para ir embora e vai conseguir trabalhar só depois de três meses”, explicou Faria.

Funcionamento
A máquina funciona com quatro braços e pinças descartáveis de oito milímetros, que entram no corpo do paciente por pulsões feitas pelos médicos. A operação no centro cirúrgico do Hospital de Câncer é realizada a quatro metros de distância do paciente, a partir do manuseio de um console. “Lá dentro o robô reproduz os movimentos do cirurgião, mas de forma mais delicada”, disse.
Doação
A tecnologia custou US$ 3,2 milhões e foi comprada após doação da Cutrale, uma das principais empresas de citricultura do Brasil, e aguardou um ano para começar a ser usada, já que o hospital também necessitava de ajuda para a manutenção da máquina, orçada em R$ 3,5 milhões nos próximos dez anos.

O dinheiro foi doado por meio do incentivo fiscal adquirido pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), do Governo Federal. “Ganhamos um ano antes, mas não tínhamos como custear e a empresa também vai doar a manutenção pelo incentivo fiscal”, afirmou o diretor do Hospital de Câncer de Barretos Henrique Prata.

A expectativa do hospital é de que já no próximo ano o número de cirurgias feitas com o robô dobre. “Cada cirurgia custa R$ 18 mil e só conseguimos fazer por causa de doações, porque o SUS não vai começar a pagar por esse tipo de operação tão cedo”, afirmou.

Robô opera com quatro pinças em braços mecânicos (Foto: Mário Menezes/Hospital de Câncer de Barretos)Robô opera com quatro pinças em braços mecânicos (Foto: Mário Menezes/Hospital de Câncer de Barretos)