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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Dino precisa deixar o blá-blá-blá de lado e partir para a prática

Bolsonaro e o respeito a José Sarney

Gesto do atual presidente simboliza respeito a um dos nomes mais importantes para a consolidação da democracia brasileira. Ele e Fernando Collor, como ex-presidentes, prestigiaram a posse.


Bolsonaro cumprimenta Sarney enquanto conversa com Eunício Oliveira e Gen. Mourão.
Ao ser empossado no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro (PSL), ao se reunir com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) e do Senado, Eunício Oliveira (MDB), além do vice, General Mourão, fez questão de cumprimentar o ex-presidente José Sarney.
Além de Sarney, outro ex-presidente presente na posse foi Fernando Collor.
Na foto, é possível depreender um Bolsonaro tecendo algum elogio à Sarney.

Mudanças no secretariado e “jogo de cintura” com novatos: as missões e próximos passos de Dino

Gestor deverá anunciar novos nomes a partir de fevereiro. Dino terá que ter habilidade com novatos, mas manterá Legislativo na mão em sua maioria.


Dino deverá anunciar em breve mudanças no governo
O governador Flávio Dino (PCdoB) terá duas missões nas próximas semanas e pensará certamente nelas enquanto estiver em gozo de férias iniciadas nesta quinta-feira (3). A primeira delas será articular, com aliados, as mudanças em seu secretariado. Interlocutores dinistas apontam que será uma “mini-reforma” e alterações pontuais deverão ser anunciadas nos próximos dias. Outra missão será conter o ímpeto dos chamados “novatos”, em especial, de seu pupilo político Duarte Jr (PCdoB) que estreia a partir de 2019 no Parlamento Estadual.
Por enquanto, as mudanças no secretariado dinista ainda são um “mistério”. O que se sabe até o momento é que os principais nomes, como Márcio Jerry (Articulação), Felipe Camarão (Educação) e outros deverão permanecer. Uma dúvida era sobre a permanência de Carlos Lula à frente da Saúde mas, por enquanto, não deverá sair. Em entrevista, Dino afirmou que os novos nomes dependem de negociações com partidos e que serão anunciados no mês que vem.
Quanto à participação dos novatos, alguns deles como o ex-líder do Procon estariam preocupados com o posicionamento a ser tomado enquanto parlamentar com as chamadas pautas polêmicas oriundas do Executivo. Duarte Jr não quer ter que se comprometer em, por exemplo, votar a favor de um novo aumento de impostos sendo atrelado às pautas de proteção ao consumidor.
Apesar da preocupação dos aliados, Dino sabe que permanecerá com forte apoio no Legislativo.

Site de seguradora do DPVAT foi rackeado e pessoas caíram no golpe de pagamentos

Muitos estão pagando, através do aplicativo do Banco do Brasil, o seguro obrigatório numa promoção que caiu o preço para algo em torno de R$ 16. A desconfiança aumentou depois que a seguradora Líder do DPVAT informou que teve o site rackeado.



Conforme informações que circularam no final desta tarde de hoje, quarta-feira (02), quando o proprietário de carro digita um boleto o pagamento estaria caindo em contas de terceiros. Falta agora o Detran se pronunciar a respeito.

MARANHENSES JÁ PODEM EMITIR BOLETO DO IPVA 2019


O boleto para o pagamento do Imposto sobre a Circulação de Veículos Automotores (IPVA) no Maranhão deste ano já está disponível nos sites da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) na internet, desde essa terça-feira 1º.
A consulta dos valores por modelo de veículo poderá ser feita, a partir do acesso ao site da Sefaz, clicando no menu IPVA; e no site do Detran, no ícone Licenciamento Anual.
Segundo divulgando pelo Governo do Maranhão, o proprietário de veículo que pagar o imposto em cota única até o dia 28 de fevereiro terá redução de 10% no valor do IPVA. É possível pagar à vista ou em até três parcelas mensais.
Caso haja atraso no pagamento das cotas, estas poderão ser quitadas com acréscimo de multa e juros moratórios, calculados a partir do vencimento de cada parcela.
Os proprietários de veículos que optarem pelo parcelamento do IPVA 2019 no Maranhão realizarão o pagamento da primeira cota de acordo com o final da placa dos veículos.
Final de placa 1 e 2:
08/02/2019 (1ª Cota); 08/03/2019 (2ª Cota ou Cota única); 08/04/2019 (3ª Cota); 08/05/2019 (Início da Fiscalização);
Final de placa 3 e 4:
11/02/2019 (1ª Cota); 11/03/2019 (2ª Cota ou Cota única); 11/04/2019 (3ª Cota); 11/05/2019 (Início da Fiscalização);
Final de placa 5 e 6:
15/02/2019 (1ª Cota); 15/03/2019 (2ª Cota ou Cota única); 15/04/2019 (3ª Cota); 15/05/2019 (Início da Fiscalização);
Final de placa 7 e 8:
18/02/2019 (1ª Cota); 18/03/2019 (2ª Cota ou Cota única); 18/04/2019 (3ª Cota); 18/05/2019 (Início da Fiscalização);
Final de placa 9 e 0:
26/02/2019 (1ª Cota); 26/03/2019 (2ª Cota ou Cota única); 26/04/2019 (3ª Cota); 26/05/2019 (Início da Fiscalização).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Bolsonaro inicia gestão com cortes na máquina pública

Empossado, presidente convoca reunião ministerial, define valor do salário mínimo, finaliza reformas propostas ao Congresso e baixa decreto para reduzir a burocracia estatal 

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Jair Bolsonaro inicia o governo tomando medidas para reduzir a burocracia AFP
Empossado, nesta terça (2), como o 38° Presidente da República, Jair Bolsonaro começa, nesta quarta (3), seu governo com o decreto de medidas para simplificar a máquina pública dos 22 ministérios, uma de suas promessas de campanha. Amanhã, ele reúne a equipe de ministros para discutir ações contra a burocracia estatal.
A primeira decisão de impacto no cotidiano já foi tomada. Decreto assinado pelo novo presidente e publicado, nesta terça, em edição extra do Diário Oficial fixou o salário mínimo em R$ 998 neste ano. O valor atual é de R$ 954. Com isso, a quantia fica abaixo da estimativa que constava do orçamento da União, de R$ 1.006. Os valores foram enviados, em agosto, pelo governo Michel Temer ao Congresso.
Em relação a medidas mais amplas, como as Reformas Tributária e da Previdência, as propostas ainda serão maturadas nas próximas semanas, informou o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
Nos próximos dias, Bolsonaro ainda definirá peças importantes no Palácio do Planalto. Nesta quinta-feira, ele deve anunciar o nome de um porta-voz para contatos com a imprensa, disse Floriano Barbosa, escolhido por Bolsonaro para comandar a Secretaria de Comunicação Social (Secom).
O presidente também vai se dedicar às negociações, de olho na posse do novo Congresso, no dia 1 ° de fevereiro. A sensação no mundo político é que pautas caras ao presidente eleito e que têm popularidade atestada em pesquisas, como a flexibilização do Estatuto do Desarmamento e a redução da maioridade penal, devem ser tocadas adiante de forma mais ágil. As dificuldades estarão nas pautas econômicas. Apontada por especialistas como urgente, a Reforma da Previdência é tida como o grande desafio.
Parlamentares com larga experiência congressual lembram que os interesses das bancadas temáticas são específicos e não seguem a lógica pragmática dos partidos. A bancada “da bala”, por exemplo, dá suporte a projetos de Segurança e a favor das armas, mas não aceita debater a inclusão de policiais e militares numa eventual Reforma da Previdência.
Os ruralistas, por sua vez, têm amplas restrições ao corte de subsídios - uma das ideias do ministro da Fazenda, Paulo Guedes.
Congresso
O primeiro desafio será as eleições dos presidentes da Câmara e do Senado.  Bolsonaro tem dito que pretende não se envolver nas disputas, mas seus filhos já deram declarações contrárias às eleições do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Nos dois discursos desta terça-feira, durante a posse, o presidente evitou também entrar em detalhes concretos sobre sua agenda econômica. Analistas são unânimes em afirmar que, para retomar o crescimento econômico mais vigoroso e permitir que o Brasil volte a gerar emprego (há 12,7 milhões de desempregados), o primeiro passo é tirar o País da insolvência fiscal em que se encontra. Para isso, a Reforma da Previdência é a agenda prioritária.
Previdência
Por enquanto, ainda não se conhecem pormenores da proposta de Reforma que o time liderado pelo ministro da Economia Paulo Guedes enviará ao Congresso. O regime de aposentadorias fechou 2017 com rombo de R$ 269 bilhões. 
Uma das ideias, apresentadas ainda na campanha, é criar um regime de capitalização para a Previdência. Hoje, o País adota o modelo de repartição - no qual trabalhadores da ativa custeiam a aposentadoria dos mais velhos. Na capitalização, cada trabalhador teria a sua própria poupança e esses recursos, no futuro, garantiriam sua aposentadoria.
O problema é como fazer a transição, ou seja, como migrar os novos trabalhadores para a capitalização e bancar a aposentadoria de quem hoje depende do regime de repartição - uma conta que pode chegar a R$ 100 bilhões.
A equipe de Bolsonaro endossa a ideia de que é preciso preservar o teto dos gastos públicos, apesar das dificuldades na gestão do Orçamento devido a seu engessamento. Hoje, mais de 90% das despesas são obrigatórias. O teto de gastos, criado por Temer em 2016, prevê que, por 20 anos, as despesas do Governo ficarão congeladas, ou seja, só poderão subir no mesmo ritmo da inflação. Por enquanto, Bolsonaro tem afirmado que as suas primeiras medidas como presidente terão como objetivo desburocratizar o Estado.

 

Flávio Dino oferece ajuda para Bolsonaro concluir creches no Maranhão



Durante ato de posse do segundo mandato na Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino anunciou que vai oferecer recursos estaduais para concluir as creches federais no Maranhão.
“Amanhã vou dirigir ofício ao Ministério da Educação oferecendo ajuda financeira para a conclusão de creches federais paradas em nosso Estado”, afirmou na coletiva antes da posse. “Vamos formalmente oferecer ajuda financeira. Procuramos concluir ainda neste ano as creches paradas em nosso Estado”.
As creches foram iniciadas no governo Dilma, como parte de suas promessas à reeleição. Mas as obras estão paradas.
A principal novidade de seu segundo mandato será o lançamento de um Pacto Estadual Pela Aprendizagem, afirmou Dino. O programa é uma expansão do Programa Escola Digna, que reformou mais de 800 escolas no primeiro mandato de Dino, substituindo escolas de taipa por de alvenaria.