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terça-feira, 2 de setembro de 2014

'Ela não se lembra de nada', diz irmão de mulher agredida por cotovelada

Família está otimista quanto à recuperação da vítima que segue internada.
Mulher teve traumatismo craniano após golpe em São Roque (SP).

Ana Carolina Levorato Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Vítima está internada na UTI em Sorocaba (Foto: Reprodução/TV TEM) 
Vítima segue internada em Sorocaba
(Foto: Reprodução/TV TEM)
 
Os parentes de Fernanda Regina Cézar Santiago, agredida por uma forte cotovelada na madrugada do dia 16 de agosto, em São Roque (SP), estão otimistas quanto à recuperação da jovem, que segue internada no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (SP). Em entrevista ao G1, o irmão da vítima, Eduardo Cézar, afirmou nesta segunda-feira (1º) que Fernanda acordou algumas vezes e disse para a família que não se lembra do que aconteceu. "Ela acordou, mas não nos disse o que aconteceu naquele dia. Ela não se lembra de nada e também não estamos forçando já que a recuperação dela é o que importa agora".
Eduardo Cézar contou que o filho da irmã ainda não sabe das lesões da mãe. "Preferimos poupar o meu sobrinho de tudo isso", explica. Apesar disso, a família está esperançosa. “Estamos confiantes com a recuperação dela porque está melhorando a cada dia e o médico já descartou a possibilidade de cirurgia", informou Eduardo.

Eduardo Cézar (Foto: Reprodução/TV TEM) 
Eduardo Cézar, irmão de Fernanda
(Foto: Reprodução/TV TEM)
 
A auxiliar de produção, de 30 anos, sofreu traumatismo craniano após ser atingida pelo comerciante Anderson Lúcio de Oliveira, de 35 anos. Fernanda permanece na enfermaria neurológica, sem previsão de alta. De acordo com um boletim médico divulgado nesta segunda-feira (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde, o estado de saúde da paciente continua estável.
Eduardo ressalta que Fernanda e Anderson, o agressor, são conhecidos e se encontraram ocasionalmente na festa realizada por uma casa noturna naquele fim de semana. Eduardo alega que os dois não tinham uma relação próxima. Anderson está preso na cadeia pública da cidade e vai responder por tentativa de homicídio qualificado, já que a vítima não teve chance de defesa, segundo a polícia.
Em entrevista ao G1 na sexta-feira (22), Eduardo disse que a família não consegue entender o que aconteceu. "Nós estamos indignados pelo que houve com a minha irmã. Foi uma atitude bruta, totalmente ignorante. Ninguém esperava que ele fosse reagir daquela forma e ninguém sabe ao certo qual o motivo da agressão", afirmou.

Médico analisou as imagens da agressão (Foto: Ana Carolina Levorato/G1) 
Médico analisou as imagens da agressão
(Foto: Ana Carolina Levorato/G1)
'Não vai se lembrar nunca', diz médico

A pedido do G1, o médico de Sorocaba (SP) Paulo Diniz da Gama analisou as imagens da cotovelada e afirmou que a vítima pode ficar sem sequelas graves, mas ressalta que possivelmente não se lembrará do que aconteceu. Segundo o profissional, isso porque não houve tempo suficiente para que o cérebro registrasse o fato na memória.
“Normalmente, esse tipo de concussão hemorrágica, quando controlada, como é o caso dela, não provoca sequelas que interfiram na capacidade motora ou cerebral. No entanto, ela não vai se lembrar do que aconteceu pelo resto da vida”, afirma o especialista. O G1 tentou contato com o médico responsável por atender a paciente, mas ele informou que só poderia falar caso tivesse autorização da Secretaria da Saúde, que não liberou a entrevista.
Ela acordou, mas não nos disse o que aconteceu naquele dia"
Eduardo Cézar, irmão de Fernanda
Com base na análise das imagens, Paulo Diniz afirma que Fernanda sofreu uma concussão cerebral – que é a perda da consciência de curta duração que acontece logo após um traumatismo craniano – e uma contusão, quando ela bateu a cabeça no chão. “Pelas imagens é possível ver que ela sofreu dois traumas: a cotovelada e em seguida a queda. O fato dela ter batido a cabeça no chão com força foi pior que a agressão em si”, explica o médico.
Segundo o especialista, Fernanda teve “sorte e azar” ao mesmo tempo. “Podia ter sido pior, ou melhor, não dá para dizer com certeza. Se ela não tivesse batido a cabeça com tanta força, ela podia levantar e andar, como acontece com os lutadores. Mas, ao mesmo tempo, se ela tivesse virado o pescoço e não caído reta, as lesões poderiam ter danos irreverssíveis."
Amarrada durante a noite
O pai de Fernanda, Geraldo Cézar, disse em entrevista ao G1 na terça-feira (26) que a filha apresenta melhoras, mas o sofrimento maior é durante a noite. “Ela precisa ser amarrada na cama para passar a noite, porque se debate por causa das fortes dores de cabeça”, diz.


Geraldo César, pai de Fernanda (Foto: Ana Carolina Levorato / G1) 
Geraldo Cézar, pai de Fernanda
(Foto: Ana Carolina Levorato / G1)
 
Geraldo ressaltou que ela está se recuperando aos poucos. “É muito bom ver que ela melhora, conseguimos até conversar um pouco, mas as dores de cabeça não passam nem com remédio. Alguém tem que passar a noite com ela. Está sendo muito difícil, mas minha filha está melhorando”, complementa.
A auxiliar de produção é mãe de um menino, que não teve sua idade ou nome divulgados. Segundo a família, o menino não viu a mãe depois da agressão. “Não queremos que ele veja a mãe nestas condições. Estamos preservando ele”, afirma Geraldo.
Depoimentos
A Polícia Civil de São Roque ouviu na sexta-feira (29) mais uma pessoa que testemunhou a agressão sofrida por Fernanda. A delegada Priscila de Oliveira informou, em entrevista ao G1, que também recebeu do hospital um laudo médico da jovem, mas que o documento não traz novidade à investigação. 
“O laudo recebido foi baseado no prontuário da vítima e apenas aponta as lesões. Será necessário fazer um exame complementar”, explica a delegada. Ainda de acordo com Priscila, esse novo exame deve ser feito em 120 dias, já que a prioridade é zelar pela saúde da vítima. O prontuário médico de Fernanda já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para que seja elaborado um laudo, a partir dos exames, e que ajudará a concluir o inquérito. Segundo a previsão da polícia, o inquérito será encerrado na semana que vem.
De acordo com a delegada, a testemunha que foi ouvida na sexta-feira retificou o que havia contado. "Primeiramente, ele disse que não tinha visto a cotovelada, mas hoje comentou que viu". De acordo com o advogado da testemunha, ele não vai ser enquadrado por falso testemunho porque não esteve presente no resgate dela e por isso não omitiu socorro.
Ainda segundo a delegada, nenhuma das testemunhas sabe dizer o que causou a discussão. "Algumas pessoas ouvidas disseram que a vítima estava falando alto e mexendo com pessoas que passavam pela rua antes da agressão". Em depoimento, Anderson comentou com a delegada que Fernanda estava alterada. "Ele disse que ela [Fernanda] xingou ele e a irmã (que não estava presente). A cotovelada foi para afastar ela, que estaria incomodando Anderson", comenta Priscila.
De acordo com informações da delegada responsável pelo caso, o comerciante Anderson, que está preso temporariamente por 30 dias desde o dia 19 de agosto, teria afirmado inicialmente para uma das testemunhas que a vítima havia caído sozinha.
A polícia começou a ouvir na quinta-feira (28) o depoimento de testemunhas da agressão. Ao todo, sete pessoas serão ouvidas. A delegada Priscila disse que entre elas estão um socorrista e um casal que aparece nas imagens. Eles devem ser ouvidos nos próximos dias. Segundo a previsão da polícia, o inquérito pode ser encerrado nesta semana.

Delegada ouviu testemunha nesta sexta-feira (Foto: Reprodução / TV TEM) 
Delegada ouvirá novos depoimentos nesta
semana (Foto: Reprodução / TV TEM)
 
Duas pessoas foram ouvidas na delegacia durante a tarde de quinta-feira (28) e não quiseram conversar com os jornalistas. Segundo a delegada Priscila, uma jovem prestou depoimento pela primeira vez e outro rapaz que já havia se apresentado à polícia foi convocado à depor novamente. “A garota estava longe e não presenciou o momento da agressão, mas relatou que Anderson foi o primeiro a dizer que a Fernanda tinha caído sozinha. Já a segunda testemunha, que havia falado com a polícia, esclareceu a agressão e confirmou ter visto que a vítima desmaiou após uma cotovelada”, explicou.
No depoimento, a jovem relatou também à delegada que Anderson permaneceu no local durante o resgate e confirmou que Fernanda estava exaltada por causa de uma discussão. “A testemunha alegou que o suspeito chegou a dizer a frase: 'eu disse para ela parar' enquanto Fernanda era socorrida. O rapaz afirmou também que viu a discussão e que outras pessoas tentaram fazer com que a vítima encerrasse a briga, o que não ocorreu”, ressaltou Priscila.
A testemunha alegou que o suspeito chegou a dizer a frase: 'eu disse para ela parar' enquanto Fernanda era socorrida"
Priscila de Oliveira, delegada
A polícia decidiu retomar os depoimentos porque as testemunhas ouvidas na última sexta-feira (22) disseram que não viram o golpe e sim ouviram um barulho. "Mas as imagens mostram claramente que houve testemunhas do golpe”, afirmou a delegada.
Segundo a polícia, as pessoas ouvidas poderão responder criminalmente por falso testemunho se confirmado que elas omitiram informações na primeira versão. Um inquérito foi aberto para apurar o motivo da agressão. Os detalhes do depoimento de Anderson não serão divulgados pela polícia, informou a delegada.
A polícia confirmou que Anderson Lúcio de Oliveira tem passagem por contravenção penal por envolvimento com máquinas caça-níqueis. O comerciante também tem registro de um roubo no qual matou o ladrão, mas a Polícia Civil ressaltou que ele não respondeu por homicídio, já que foi considerado legítima defesa.

Anderson Tingo Oliveira (Foto: Reprodução/TV Tem) 
Anderson Lúcio de Oliveira está preso
temporariamente (Foto: Reprodução/TV Tem)
'Completamente arrependido'

Carlos Alberto Alves, advogado de Anderson, contou ao G1 nesta segunda-feira (1º) que ainda não entrou com o pedido de liberdade de seu cliente. Ele explicou que aguarda a conclusão do inquérito para decidir os próximos passos da defesa. Ainda conforme Carlos Alberto, a expectativa é que o inquérito seja concluído entre quarta (3) e quinta-feira (4).
O advogado também comentou que seu cliente está abalado e chorando. Ele também está preocupado com sua mãe e tem perguntado sobre o estado de saúde da Fernanda, comentou Carlos Alberto.
Em nota enviada à redação do G1 no dia 27 de agosto, os advogados de defesa do comerciante informam que Anderson está "completamente arrependido". "A defesa informa que acompanha atentamente a colheita das provas e que Anderson está completamente arrependido do ato que praticou e que jamais quis atentar contra a vida de Fernanda", diz a nota.
A defesa do comerciante ainda afirma que foi "surpreendida" pelo pedido de prisão temporária, já que ele "se apresentou espontaneamente à polícia na manhã de terça-feira (19) e relatou o fato às autoridades". Os advogados também dizem que não concordam com o indiciamento por tentativa de homicídio qualificado, pois acreditam "tratar-se de um caso de lesão corporal grave".
A nota assinada pelos advogados Carlos Alberto Alves, Vinícius Bastos e Ariovaldo Souza Barros, diz que eles trabalham para obter a revogação da prisão temporária, mas não esclarece se já entraram com o pedido de habeas corpus. Em contato por telefone com a reportagem, Carlos Alberto afirmou que não daria informações além das que constam na nota oficial.

Vítima estava na frente de clube quando recebeu a cotovelada (Foto: Reprodução/TV TEM) 
Vítima levou cotovelada após discussão
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Discussão e cotovelada

As imagens da agressão foram registradas por uma câmera de segurança de uma loja de motocicletas do outro lado da avenida onde está localizada a casa noturna onde os dois estavam horas antes na avenida Antonio Dias Bastos, no centro de São Roque.
O vídeo, que foi solicitado pela própria família da vítima ao dono do comércio, mostra Fernanda discutindo primeiro com uma pessoa vestindo uma blusa branca. Depois, ela fala com Anderson, que está de terno e com uma lata de cerveja na mão. Na sequência, o rapaz desfere uma cotovelada contra ela. Pessoas que estavam no local chamaram o resgate, que chegou pouco tempo depois. Anderson permaneceu no local, impassível.

Em entrevista ao G1, o advogado da família de Fernanda, Ademar Gomes, afirmou que vai entrar com pedido de prisão preventiva, por acreditar que Anderson apresenta um risco para a segurança de sua cliente. “Fica claro pelo vídeo que ele é uma pessoa violenta. A nossa intenção tem o objetivo de proteger a Fernanda já que ele é um risco para a sua vida. Nas imagens, dá para ver que ele teve a intenção de matá-la, pois em nenhum momento ele se prontificou em ajudar no socorro”, afirma.
Família do agressor está chocada
Em entrevista ao TEM Notícias na segunda-feira (25), Amilton de Oliveira, irmão do comerciante, afirmou que a família toda está chocada com o que aconteceu: "Ele chora muito. Pediu para gente ver com a família dela tudo o que precisar, porque ele não é esse monstro que estão falando que ele é. É um trabalhador."
A cunhada de Anderson, Cristiane da Cunha, esposa de Amilton, acha que, naquele momento, ele não pensou no que estava fazendo. "Ele é uma pessoa calma. Foi um choque para nós e, pelas informações dos advogados, ele também está muito chocado e arrependido do que fez", disse Cristiane.

Amilton de Oliveira e Cristiane da Cunha (Foto: Reprodução/TV TEM) 
Amilton de Oliveira e Cristiane da Cunha
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Protesto em redes sociais

Indignados com a agressão sofrida pela auxiliar de produção, moradores de São Roque resolveram protestar em redes sociais contra Anderson, proprietário de um bar na cidade, que está fechado desde sua prisão.
Os usuários se manifestaram em uma página de recomendações e avaliações de bares e lanchonetes. Entre as publicações, os internautas dizem:
"Covarde! Vai pagar criminalmente e seu Bar vai falir por falta de clientes! Mesmo que a moça estivesse alterada, não justifica a violência", diz uma das publicações. E também: "Inconsequente e covarde: tomara que tenha a vida inteira vendo sol nascer quadrado pra pensar no que fez".​

Mulher estava na frente do clube quando foi agredida por cotovelada (Foto: Reprodução/TV TEM)Mulher estava na frente do clube quando foi agredida por cotovelada (Foto: Reprodução/TV TEM)

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Faça chuva ou faça sol, usuários de ônibus sentem na pele

 

Falta estrutura nos pontos de ônibus da cidade de Imperatriz.
. (Foto: Tátyna Viana / Imirante Imperatriz)
IMPERATRIZ – A segunda maior cidade do Estado tem uma área total de 1.367,901 km², mas a área urbana compreende apenas 15, 4 km².
Segundo dados do último levantamento da Secretaria de Infraestrutura, existem cerca de 100 bairros em Imperatriz. A frota de carros e motos circulando nas ruas é cada vez maior. Passam dos 100 mil, de acordo com o dados do Detran. Mas, ainda, há, também, aqueles que dependem do transporte público, para se deslocar na cidade e aí começa uma série de reclamações.
Nem todos os bairros estão na rota dos ônibus. Estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) tiveram que fazer manifestação para conseguir uma linha específica para o novo campus da universidade, no bairro Bom Jesus. O problema foi solucionado, mas o entrave agora é outro: eles não têm um local adequado para esperar os ônibus.
Sair de casa para ir à escola ou ao trabalho, dependendo da hora e das condições climáticas, pode ser um desafio. Os passageiros acabam ficando reféns do tempo de espera.

. (Foto: Tátyna Viana / Imirante Imperatriz)
“Já cheguei na escola quase todo molhado. Isso aconteceu várias vezes porque além de não ter cobertura no ponto perto da minha casa eu ficava horas e horas esperando o ônibus", contou Ricardo Martins, estudante do ensino médio, que pega ônibus no bairro Santa Rita.
Nos bairros mais afastados do Centro os moradores não dispõem de abrigos com o mínimo de conforto para se proteger do sol ou da chuva. No Centro da cidade flagramos vários pontos com apenas a placa que indica a parada, sem cobertura.

. (Foto: Tátyna Viana / Imirante Imperatriz)
O jeito é improvisar a sombra com o guarda-sol.

. (Foto: Tátyna Viana / Imirante Imperatriz)
Faltam, em muitos, o básico: sinalização do ponto de parada dos ônibus e assento para os usuários esperarem o coletivo. As paradas são depredadas com ação de vândalos e se desgastam com o tempo.
"Às vezes eu perdia o ônibus porque ficava debaixo do alpendre de alguma loja, de algum comércio, à procura de sombra e quando o ônibus passava o motorista não me via", disse a moradora do Conjunto Vitória, Rose Sousa.
Pior é situação dos cadeirantes. Faltam rampas de acesso nas calçadas e eles se arriscam na subida ou expostos na rua. O agravante é que nem todos os ônibus são adaptados para transportarem os deficientes.

. (Foto: Tátyna Viana / Imirante Imperatriz)
No início deste ano, cerca de 30 abrigos que estavam expostos à ação do tempo no pátio da Setran foram alvo de discussão na Câmara de Vereadores. Os parlamentares questionaram o secretário sobre o abandono dos pontos e ele alegou que os abrigos não atendiam às exigências do edital, de acordo com a licitação.
A prefeitura licitou 50 novos pontos de ônibus, mas o número está longe de atender a demanda da cidade, para dar mais conforto aos usuários do transporte coletivo urbano.

. (Foto: Tátyna Viana / Imirante Imperatriz)
O secretário de trânsito José de Ribamar foi procurado pela reportagem do portal Imirante Imperatriz para falar se existem projetos para modernização e ampliação dos pontos de ônibus na cidade, mas não respondeu aos questionamentos.

. (Foto: Tátyna Viana / Imirante Imperatriz)

. (Foto: Tátyna Viana / Imirante Imperatriz)

Crime bárbaro: homem é suspeito de matar avô a pauladas

 

Ele teria exigido dinheiro ao idoso para comprar droga.
Próprio neto é apontado como autor do crime que vitimou idoso. - Arte: Maurício Araya/Imirante.com
HUMBERTO DE CAMPOS - Um crime bárbaro chocou os moradores do povoado de Carrapatal, na cidade de Humberto de Campos. Segundo informações da polícia, Carlos Brandão da Silva, de 26 anos, é suspeito de ter assassinado a pauladas o avô, Raimundo Conceição Brandão, de 97 anos, e ainda de roubar uma quantia de R$ 500 da vítima.
A polícia ainda informou que o acusado é usuário de droga. Ele teria chegado em casa no sábado e encontrou o idoso sozinho e exigiu dinheiro para comprar droga, mas, como não recebeu a quantia, acabou golpeando a pauladas o idoso e jogou água quente no corpo da vítima.

Sejap investiga vídeo de preso com celular em Pedrinhas

 

Imagens mostram diretor da penitenciária recebendo o aparelho.
Vídeo flagra repasse de celular a detento. - Foto: Reprodução
SÃO LUÍS - A direção da Secretaria Estadual de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) informou por meio de nota que abriu uma sindicância administrativa para apurar as imagens foram veiculadas durante o fim de semana pelas redes sociais como o Facebook e blogs. Nas imagens, aparece o diretor da Penitenciária de Pedrinhas, Salomão Mota, recebendo um aparelho celular de um interno dessa unidade prisional. Como ainda serão apuradas as ofensas ditas por um funcionário do presídio, cujo nome não foi revelado, ao diretor da penitenciária.
No vídeo, de 40 segundos, o detento aparece sentado e falando ao celular. Depois de finalizar a ligação, ele anda em direção ao diretor da Penitenciária de Pedrinhas para entregar o aparelho. Essa atitude é feita na presença de outros internos, como também de vários funcionários.
Lei
Segundo a Sejap, a Lei de Execuções Penais (LEP) afirma que o detento, principalmente em regime semiaberto, pode ter comunicação com a família, inclusive, quando um dos parentes está na condição de enfermo. A secretaria, também, frisou que Salomão Mota, nestes últimos meses, tem feito várias mudanças na rotina funcional desse presídio e eliminado os vícios que proporcionavam irregularidades, e isso tem resultado em revoltas por parte de um dos servidores do presídio.
Para a Sejap, essas imagens foram divulgadas de forma tendenciosa pela parte de quem as produziu, pois não teve a moralidade para informar que se tratou de um procedimento legal em relação à possibilidade de um apenado ter dificuldade de falar com um familiar enfermo, além de forma transparente que o procedimento foi feito. O diretor da unidade prisional procedeu o ato perante as câmeras de vídeo do circuito interno do presídio e na presença de vários funcionários.

Dilma diz que plano de Marina a deixa preocupada quanto ao emprego

Petista afirmou que leu programa de governo da candidata do PSB.
Ela criticou pontos relacionados às indústrias naval e automobilística.

Filipe Matoso Do G1, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff, em em entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada (Foto: Filipe Matoso/G1) 
A presidente Dilma Rousseff, em em entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada (Foto: Filipe Matoso/G1)
 
Candidata à reeleição pelo PT, a presidente Dilma Rousseff afirmou neste domingo (31) que o programa de governo da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, a deixa preocupada em relação à geração de empregos no país.
"Eu quero dizer que eu li nesse fim de semana o programa da candidata [Marina Silva] e vi propostas que me deram muita preocupação no que se refere tanto à criação de empregos quanto à questão da indústria nacional”, afirmou a presidente, que chamou os jornalistas ao Palácio da Alvorada para falar sobre exclusivamente sobre o assunto.
Fico muito preocupada e queria dizer que eu não fui eleita para desempregar ou reduzir a importância da indústria, principalmente aquela que pode ser uma indústria que tenha grande absorção de tecnologia e inovação, e não serei reeleita para isso"
Dilma Rousseff
Dilma criticou pontos no programa da candidata do PSB referentes às indústrias naval e automobilística. A presidente ressaltou que em seu governo 12 fabricantes de veículos ampliaram investimentos no Brasil, como as alemãs Audi e BMW e a japonesa Nissan, e aumentou o número de empregos nos dois setores.
"A política de conteúdo local tem como base produzir no Brasil o que pode ser produzido no Brasil, mantendo preço, prazo e qualidade, e foi muito bem sucedida tanto no caso da indústria naval, quanto na indústria automobilística", afirmou.

Num capítulo dedicado à "Economia para o Desenvolvimento Sustentável", o programa de Marina, divulgado na sexta (29), diz ser "indispensável" revisar "em profundidade" atuais programas de incentivos e proteção para as indústrias de petróleo e automóveis, incluindo a política de conteúdo nacional, que obriga que boa parte dos insumos adquiridos sejam produzidos no Brasil.
As políticas de proteção
e de conteúdo local só
são efetivas enquanto
constituírem casos especiais,
e não a regra
da política industrial."
Trecho do programa de governo de Marina Silva
"Nesses e em outros casos se avolumam reclamações de ambos os lados: os possíveis beneficiários se queixam porque os requisitos de produção local não seriam realmente respeitados, enquanto os agentes aos quais cabe seguir os limites de produção nacional alegam a impossibilidade de atendimento das exigências", diz trecho do programa.

O plano enfatiza que políticas de proteção e de conteúdo local "só são efetivas enquanto constituírem casos especiais, e não a regra da política industrial".

Na entrevista à imprensa, Dilma disse que, se reeleita, não irá desempregar trabalhadores no país. Em discursos de campanha, ela tem reiterado que em seu governo foram gerados aproximadamente 5 milhões de empregos e, somados o seu mandato e o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil criou nos últimos 12 anos 20 milhões de empregos formais.
"Eu fico muito preocupada e queria dizer que eu não fui eleita para desempregar ou reduzir a importância da indústria, principalmente aquela que pode ser uma indústria que tenha grande absorção de tecnologia e inovação, e não serei reeleita para isso", disse a presidente.
"Minha proposta vai ser criar empregos e assegurar que os empregos sejam cada vez mais qualificados, tanto na indústria automobilística e na indústria naval, que é o que vem acontecendo", completou.

Dilma defendeu a instalação de laboratórios de pesquisa no país com o objetivo de desenvolver pesquisas voltadas para os produtos nacionais. Segundo a candidata, a indústria naval brasileira é a quarta maior do mundo e passou de 2,5 mil empregados no início dos anos 2000 para 81 mil neste ano, podendo chegar a 100 mil em 2015. Dilma destacou ainda a abertura de fábricas de automóveis no país.
"Tanto num caso como no outro vimos a possibilidade de, em vez de criar empregos lá fora, porque se importava de forma excessiva e não trazia aqui as condições de inovação, mudar essa realidade, e nós mudamos a realidade", acrescentou.
Ao encerrar a entrevista, Dilma disse que passaria o resto do dia com o neto Gabriel, que viaja ainda nesta noite. Ao deixar o salão onde falou com a imprensa, Dilma se despediu e dirigiu-se a outro ambiente do Palácio da Alvorada, até que o neto correu em direção à imprensa e a presidente foi atrás dele (veja no vídeo abaixo).




Pai de quadrigêmeas faz 1ª visita com mãe em MS e diz que 'é só felicidade'

Mulher de 37 anos descobriu gravidez de 4 bebês durante parto normal.
Meninas estão internadas na maternidade Cândido Mariano e no HR.

Do G1 MS
Pai de quadrigêmeas faz 1ª visita com mãe em MS e diz que é só felicidade (Foto: Adriel Mattos/G1 MS) 
Pai e mãe de quadrigêmeas se preparando para ver as meninas (Foto: Adriel Mattos/G1 MS)
 
Mãe e pai das quadrigêmeas que nasceram em Campo Grande na quinta-feira (28), Denir Campos, de 37 anos, e Odair Cândido, de 31 anos, visitaram três das quatro filhas pela primeira vez no domingo (31). Depois do susto da chegada imprevista das quatro bebês durante o parto normal da esposa, ele afirmou ao G1 que a família está feliz com as novas integrantes.
“Não acreditei quando me disseram que eram quatro crianças. Mas agora é só felicidade”, declarou Odair. A família, que mora em Anastácio, distante 128 quilômetros de Campo Grande, já foi avisada do nascimento e espera o retorno dos pais. “Agora quero saúde para elas”, disse.

Três bebês estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da maternidade Cândido Mariano, na capital sul-mato-grossense. Outra criança está internada no Hospital Regional (HR). O estado de saúde das quadrigêmeas é considerado estável, mas não há previsão de alta.
Denir relembra da surpresa quando soube que eram quatro meninas. “A emoção foi grande. Eu assustei quando soube que eram quatro. Só vi duas, depois acabei passando mal”, conta a mãe.
O casal está abrigado na Casa de Saúde Indígena de Campo Grande.

Pai de quadrigêmeas faz 1ª visita com mãe em MS e diz que é só felicidade (Foto: Adriel Mattos/G1 MS)Odair e Denir vendo uma das filhas na incubadora de UTI Neonatal (Foto: Adriel Mattos/G1 MS)
Surpresa

O ultrassom feito durante o pré-natal em Anastácio apontava para gêmeos. Elizabete, Eliza, Elizangela e Elizete, quadrigêmeas univitelinas, nasceram de 31 semanas, em um intervalo de 10 minutos, com pesos entre 890 gramas e 1,170 quilo.
Denir e Odair, que têm outros sete filhos e moram em um assentamento, chegaram a Campo Grande por volta das 22h (de MS) de quinta-feira. A gestante começou a ter contrações no início da noite e foi transportada por uma ambulância de Anastácio até a maternidade.
Raridade
A gestação de quadrigêmeas de Denir foi considerada por médicos situação rara por apresentar circunstâncias particulares. A idade da mãe, o tipo de fecundação, o peso das bebês, o parto normal e a quantidade de semanas foram alguns fatores apontados pela médica ginecologista e obstetra Deborah Elmor Faraco Coelho, consultada pelo G1.


Registro de nascimento dos quatro bebês (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Registro de nascimento das quadrigêmeas (Foto: Gabriela Pavão/G1 MS)
Ajuda

Conforme a assistente social do local, o casal precisa de ajuda e doações para criar os filhos caçulas. A maternidade informa que podem ser doadas fraldas, principalmente do tamanho RN (recém-nascido), e também P, M, e G. Roupas para meninas também serão aceitas.
As doações podem ser feitas diretamente na maternidade, localizada na rua Marechal Rondon, 2.644, Centro. Quem quiser fazer outros tipos de doações pode entrar em contato com os pais pelos telefones (67) 9680-1729 ou 9857-5933.

Suspeita de sequestrar bebê na Zona Oeste do Rio é presa

Leandra Aleluia Leal teria se apresentado como agente de talentos.
Menor suspeita de participar do crime já havia sido apreendida.

Do G1 Rio
Leandra é suspeita de sequestrar bebê de 17 dias na Zona Oeste do Rio (Foto: Reprodução / Polícia Civil) 
Leandra é suspeita de sequestrar bebê de 17 dias na
Zona Oeste do Rio (Foto: Reprodução / Polícia Civil)
 
A polícia do Rio prendeu Leandra Aleluia Leal, suspeita de sequestrar um bebê de 17 dias na Zona Oeste do Rio na terça-feira (26). A prisão foi feita por policiais da 35ª DP (Campo Grande), onde será realizada uma entrevista coletiva às 10h30 desta segunda-feira (1º). Até as 9h, não havia detalhes sobre a prisão.
Segundo a mãe do bebê, encontrado na quarta (27), Leandra teria se apresentado como agentes de talentos para se aproximar, até fugir com a criança nos braços. Uma menor de 16 anos, que também teria participado da ação, foi apreendida na noite desta quarta em Angra dos Reis, na Costa Verde.
No reencontro do bebê com a família, quase 30 horas após o sequestro, o pai da criança, Rafael dos Reis, chegou a desmaiar na delegacia. "Foi emoção. O meu filho voltou para os meus braços", disse a mãe, que teve a identidade preservada por ser menor de idade.
Sequestradora teria sofrido aborto
A investigação aponta que Leandra estava grávida, mas teria abortado. Ela, então, fingiu para a família que o bebê sequestrado era seu filho. O marido de Leandra foi ouvido por policiais civis. Ele ajudou o delegado a entender os detalhes do caso. Segundo Alonso, o marido de Leandra chegou a sentir o bebê na barriga. A mulher disse ao marido que sairia do hospital após o parto e chegou em casa com um recém-nascido.
Com a repercussão do caso, mãe e filha fugiram deixando o bebê com uma prima, segundo o delegado Hilton Alonso. A criança foi encontrada em uma casa no Largo do Aarão, em Santa Cruz, na Zona Oeste, por um policial do 27º BPM (Santa Cruz). O 2º sargento da unidade estava de folga e foi verificar boatos de que o bebê estaria pela região.
Segundo o delegado, o policial militar relacionou o fato veiculado na mídia com uma sobrinha que estava com uma criança. Ainda de acordo com Alonso, o sargento será ouvido para esclarecer se já sabia ou não alguma informação sobre o sequetro.
Policiais responsáveis pelas investigações chegaram à 35ª DP (Campo Grande) com a criança nos braços por volta das 19h50 de quarta. A mãe do bebê aconselhou outras mães. "Não dê o bebê na mão de ninguém. Desconfie até do próximo", disse.

Mãe de bebê sequestrado no Rio reencontra a criança (Foto: Isabela Marinho/G1) 
Mãe de bebê sequestrado no Rio reencontra a
criança (Foto: Isabela Marinho/G1)

Pais fizeram apelo
Pela manhã, os pais do bebê fizeram um apelo para a sequestradora devolver o pequeno Kayzo, que ainda nem tinha certidão de nascimento. Segundo a mãe, uma mulher ofereceu R$ 150 para a criança aparecer em um programa de televisão. Mesmo desconfiada, a jovem se encontrou com a mulher, que aproveitou um momento de distração da mãe para fugir com o bebê.

O pai do recém-nascido contou que ficou incrédulo quando soube do sequestro. “Eu estava trabalhando quando ela [mãe do bebê] chegou pra mim e disse que o meu filho tinha sido sequestrado. Eu não acreditei, entrei em desespero”, relembrou o ajudante de pedreiro.

O sequestro
A jovem andava com o filho por Campo Grande quando recebeu o convite da falsa agente para que o filho participasse de um programa de TV. A princípio, ela recusou, mas deu o número do telefone para a mulher. A mãe do bebê contou que começou a receber ligações insistentes e, mesmo desconfiada, aceitou o convite e foi ao encontro da falsa agente.
"Ela falou: 'Que bebê lindo'. Aí, falou sobre o negócio do teatro. Falou com a minha mãe, depois a minha mãe me cutucou, aí pediu o número para eu falar com ela, eu falei com ela, aí pediu meu nome e o meu telefone", contou a mãe do bebê. "Eu ia vir em Campo Grande com a minha cunhada. Aí eu falei: 'Como eu vou lá em Campo Grande com a minha cunhada, eu vou me encontrar com você".
Parte do encontro foi gravado por uma câmera de segurança de um estabelecimento comercial. A principal suspeita é uma mulher loira que aparece nas imagens de blusa xadrez (veja na reportagem acima). Ela levou a criança no colo e entrou em um bar. A mãe, de roupa branca, estava perto. Ela contou que deu a criança para a mulher segurar porque não estava se sentindo bem.
O vídeo não mostrou o momento em que a mulher fugiu com a criança. A jovem disse que quando percebeu que o filho havia sumido saiu correndo pelo calçadão de Campo Grande pedindo ajuda. "Quando a minha filha preencheu uma folha, ela pegou e saiu com o meu neto. Minha filha saiu correndo atrás dela, aí depois começou a gritar, gritar, mas aí ela sumiu com o meu neto", falou a avó do bebê Cátia Maria Augusta.