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terça-feira, 25 de março de 2014

Polícia tenta identificar quem deixou partes de corpo no Centro de SP

Sacos plásticos foram encontrados no entorno do Cemitério da Consolação.
Vítima não havia sido identificada até a manhã desta segunda-feira (24).

Do G1 São Paulo
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo tenta encontrar o suspeito de abandonar partes de um corpo no entorno do Cemitério da Consolação, em Higienópolis, região central da cidade. Os sacos plásticos, achados no domingo (23), estavam em três esquinas da região.
Segundo os policiais que recolheram os sacos, aparentemente trata-se do corpo de um homem, mas ainda não foi possível identificar a vítima, já que as pontas dos dedos foram cortadas e não é possível comparar as impressões digitais. Parte da pele do tórax também foi removida. Além disso, em um dos sacos, havia um vestido.
Os investigadores buscam agora a ajuda de comerciantes da região e de imagens de câmeras de segurança. Nos três cruzamentos onde os sacos foram deixados, a equipe do Bom Dia São Paulo contou 12 câmeras que podem ter filmado o suspeito de transportá-los.
Uma câmera da Guarda Civil Metropolitana registrou um homem que passava com um carrinho de feira, onde poderiam estar as partes do corpo. A polícia pretende analisar essas imagens.
rua mato grosso
O primeiro saco foi localizado por um catador de materiais recicláveis, por volta das 9h de domingo, na esquina da Rua Sergipe com a Rua Sabará. O plástico continha dois braços e duas pernas. Assustado, o catador procurou Antônio Gonçalves Junior, dono de uma mercearia, que o acompanhou e constatou que no saco havia mesmo partes de um corpo.
Mais tarde, a PM detectou outros dois plásticos – um estava em um carrinho de feira e outro, em um canteiro. O saco abandonado na esquina das ruas Mato Grosso e José Eusébio continha um tronco humano.  A cabeça da vítima não foi encontrada.
"Simplesmente, eles querem dificultar a investigação", afirmou o delegado Itagiba Franco, responsável pelo caso.

Modelo baleada se recupera e planeja casamento em Goiás: 'Nasci de novo'

Atingida em assalto, jovem diz que já consegue enxergar com olho ferido.
Em vídeo exclusivo, Lorrane Melo conta que a maior preocupação foi o filho.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
A modelo Lorrane Melo, de 27 anos, que foi baleada durante um assalto à residência de seus sogros, em Goiânia, recupera-se em casa ao lado da família. Em entrevista exclusiva à TV Anhanguera, ela contou os momentos de tensão que viveu e o medo de que o tiro tivesse atingido o filho, de 1 ano e 4 meses, que estava nas costas da mãe, brincando de "cavalinho", quando ela foi ferida. A jovem tenta superar o susto e já faz planos para se casar com o noivo. "Nasci de novo. Agora faço aniversário duas vezes por ano", diz.
Lorrane foi ferida na noite de 27 de fevereiro, no Setor Bairro Feliz, quando saía da casa dos sogros na companhia do filho e do noivo. Três homens armados invadiram a residência e roubaram vários pertences da família. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança da casa (veja o vídeo acima).
A modelo teve alta após ficar dez dias internada no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), onde passou por uma operação no rosto. Segundo os médicos, ela não conseguia enxergar com o olho direito nem movimentá-lo. Aos poucos, a paciente apresenta melhoras.
"A cirurgia foi um sucesso, e eles [médicos] reconstruíram uma parte onde a bala entrou. Ficou perfeito, ótimo. Eu tive apenas um probleminha no olho direito, mas esses dias já recomecei a ver", afirma.
Lorrane diz que ainda está inchada por causa do procedimento, mas que se sente bem. "Estou ótima. Mas ainda estou inchada, cheia de pontos, então precisamos dar um tempo para a recuperação. Antes a dor era tanta que eu achava que iria morrer no hospital. Mas agora estou bem", revela.
Apesar da melhora, a jovem afirma que o episódio a deixou com medo até de sair na rua. "São tantas coisas ruins que acontecem que agora tenho medo até de atravessar a rua para ir à esquina, ao supermercado, pois acho que posso ser assaltada de novo. Eu nunca imaginava que fosse levar um tiro na cabeça, por isso é difícil. Foi e está sendo difícil lidar com isso. Desde o assalto, eu não durmo, não tive uma única noite tranquila até hoje", destaca.
Segundo Lorrane, durante o assalto, o maior medo era de que acontecesse algo com o filho. A criança estava no carro da família e foi levada para dentro da casa por um dos criminosos. O menino então subiu nas costas da mãe, onde estava quando ela foi baleada.
"Ele subiu para brincar de cavalinho e aí o bandido atirou na minha cabeça. Eu lembro de tudo, só não de quando levei o tiro. Não dava para raciocinar. Eu só pensava no meu filho", ressalta.
Parece que foi um filme de terror, ao vivo"
Lorrane Melo
modelo
A modelo conta que os criminosos ameaçavam a família o tempo todo. "Para mim, parece que foi um filme de terror, ao vivo. É uma imagem que vai custar a sair da minha cabeça, porque foi tudo muito difícil. Não sei por que ele [o criminoso] atirou em mim. Eu tento entender, mas ninguém sabe responder. Ele pediu a minha corrente, eu tentei tirar, tirei, e ele nem a levou. Depois a acharam no meio do meu sangue na sala", relata.
Lorrane afirma que só ficou mais calma quando viu que os bandidos tinham fugido. De início, ela não percebeu que estava baleada. "Eu só pensava no meu filho e fiquei mais tranquila quando os vizinhos vieram ajudar. Na hora em que levei o tiro, perguntei para a minha sogra o que tinha acontecido, pois eu não senti [a bala]. Mas jorrava sangue pelo meu ouvido, pelo nariz, pela boca. Aí me preocupei de novo, pois quem leva um tiro na cabeça e sobrevive? Então achei que estava morrendo", lembra.
Depois de tudo o que passou, ela diz que agradece por estar viva. "Foi um milagre. Agradeço todos os dias, pois Deus me deu a vida de volta. Estou sendo uma guerreira e vou superar isso", avalia Lorrane, que diz que o apoio que recebeu durante o período de internação foi fundamental para sua recuperação. "Queria agradecer a toda a equipe médica, pois eles são uns amores de pessoas e me ajudaram muito."
Modelo Lorrane Melo segue internada em estado regular, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Lorrane diz que achou que estava morrendo após
levar um tiro (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Planos e alívio
Em meio à recuperação, a modelo já consegue fazer planos para o futuro. Entre eles, está o casamento com o noivo, Paulo Braun. "A gente já estava noivo antes do que aconteceu e agora, com certeza, teremos casamento. Ele ficou nervoso quando me viu sangrando. É uma cena que ele nunca queria ver", diz Lorrane. A data da cerimônia ainda não foi definida pelo casal.
Paulo, que estava com a modelo durante o assalto, conta que ficou muito preocupado com a saúde da noiva. "Eu tinha medo de que ela ficasse com alguma sequela, mas, graças a Deus, ficou tudo bem, e ter ela aqui é um alívio", afirma.

A mãe de Lorrane, Divaína Maria de Melo, revela que o coração dela quase parou quando soube que a filha havia sido baleada. "Ela estava na casa dele [noivo], eu estava esperando ela em casa para dar comidinha para o bebê [filho da modelo], aí fiquei sabendo que ela estava no hospital, baleada. Felizmente, passou e agradeço a Deus todos os dias", diz a mulher, emocionada.
Já o pai da modelo, Rodolfo Goralles, recorda que os momentos vividos até saber que a filha estava bem foram muito angustiantes. "Quando me deram a notícia de que ela estava falando, perguntando sobre o filho, eu me acalmei mais e tentei segurar as pontas. Agora, vê-la de volta é um presente de Deus", enfatiza.
Para o irmão de Lorrane, Igor Goralles, a família só ficou tranquila mesmo quando a modelo recebeu alta e voltou para casa. "A gente sabia que ela tinha grandes chances de se recuperar, mas só foi acreditar ao vê-la voltando, normal. A turma aqui ficou meio abalada, mas vê-la em casa é só alegria", diz o rapaz.

Investigação
A polícia prendeu na última quinta-feira (20) mais um dos suspeitos do assalto. O jovem, de 18 anos, foi encontrado em uma casa da zona rural de Bonfinópolis, a 35 km de Goiânia. Ele é irmão do rapaz já detido, que confessou ter efetuado o disparo que atingiu Lorrane. Um terceiro envolvido continua sendo procurado.
De acordo com o delegado Paulo Ribeiro, do Grupo de Repressão de Roubo a Residências, o inquérito policial já foi concluído. "O documento já foi remetido ao Fórum para prosseguimento e responsabilização dos autores", afirma.
Segundo Ribeiro, os suspeitos foram indiciados por tentativa de latrocínio, que é roubo seguido de morte. "Nesse caso, como não foi consumada a morte, eles respondem pela tentativa de homicídio e pela subtração de objetos de valores", explica o delegado.
Assaltante atira em modelo com bebê sentado sobre ela em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Assaltante atira em modelo com bebê sentado
sobre ela (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Para Ribeiro, o que mais chamou a atenção nesse caso foi a brutalidade dos criminosos. "A Lorrane e o noivo contaram que colaboraram para a ação dos bandidos. Tudo o que era exigido foi cumprido e, mesmo assim, ela foi surpreendida por esse disparo de forma covarde. Ela não oferecia nenhuma resistência, estava de bruços com o filho nas costas e, ainda assim, foi vítima desse tiro", diz.
Ao ser preso, o suspeito que fez o disparo disse que o tiro foi acidental. Para o delegado, essa versão não procede. "No instante em que ele pediu para a vítima tirar o cordão de ouro, ele já disparou, então a gente vê que ele teve a intenção de ceifar a vida dela, até de forma injustificável", destaca Ribeiro.

Crime
No dia do assalto, o portão eletrônico da garagem da casa dos sogros de Lorrane já estava aberto para a família sair quando a modelo, o filho e o noivo foram abordados por três homens. Os pais do noivo estavam no andar de cima da residência e toda a família foi feita refém. Enquanto um dos criminosos vigiava a rua, outro recolhia pertences das vítimas. Um terceiro fazia ameaças com uma arma. A ação durou cerca de 20 minutos e foi flagrada pelas câmeras de segurança da casa.

Durante a abordagem, o filho da modelo permaneceu na cadeirinha, dentro do carro. Lorrane, já deitada no chão da sala, pediu então que o buscassem. O menino foi colocado no sofá por um dos criminosos e, depois, no chão. Mas a criança subiu nas costas da mãe.

Instantes depois, o assaltante com a arma efetuou o disparo que atingiu a cabeça da modelo. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hugo. O bebê não foi ferido.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Canal apresenta Comer é o melhor remédio

Na Mira

Divulgação
SÃO LUÍS – Eczema, epilepsia, acne e síndrome do deficit de atenção estão entre os casos cujo tratamento pouco convencional é registrado na nova temporada dessa série. Os médicos Lucy Jones, Gio Miletto e Shaw Somers desvendam métodos pioneiros aplicados para curar e amenizar sintomas sem o uso de medicamentos, contando apenas com alimentos específicos propriamente combinados de acordo com suas surpreendentes propriedades medicinais.
Nesta segunda-feira (24), às 20h40, no

Preso é resgatado em hospital de São Luís, no fim de semana

Imirante.com, com informações da Mirante AM

SÃO LUÍS – Um preso que estava em tratamento foi resgatado do Hospital Municipal Dr. Clementino Moura (Socorrão II), na Cidade Operária, em São Luís, na madrugada de domingo (23). Samuel Martins de Sousa era preso da delegacia de Barreirinhas, e, no hospital, estava acompanhado de um agente identificado apenas por Veridiano da Costa Cavalcante.
Também no fim de semana, na unidade da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (Funac) do Alto da Esperança, no Itaqui-Bacanga, foi registrada uma fuga de adolescentes. Pelo menos dois internos empreenderam fuga. Armados de faca e ameaçando funcionários, eles conseguiram sair pelo portão da frente da unidade.

Duas mortes por linchamento são registradas no fim de semana, em São Luís


Imirante.com, com informações da Mirante AM

SÃO LUÍS – Duas mortes por linchamento de assaltantes foram registradas no fim de semana, em São Luís. No fim da tarde de domingo (23), um homem de 19 anos foi assassinado em um terreno-baldio no Coroadinho. Já na madrugada desta segunda-feira (24), um homicídio foi registrado na região do Tibiri.

'Quanto mais perto, mais esperança', diz mãe de bebê com síndrome rara

Liminar determinou transferência de Sofia da Silva para Sorocaba.
Menina nasceu com Síndrome de Berdon e mobilizou internet.

Ana Carolina Levorato Do G1 Sorocaba e Jundiaí

Sofia foi transferida no domingo para Sorocaba (Foto: Divulgação / Campanha 'Ajude a Sofia')Sofia foi transferida no domingo para Sorocaba (Foto: Divulgação / Campanha 'Ajude a Sofia')
Uma viagem que agora é de poucos quilômetros triplica a esperança da família da pequena Sofia da Silva, de apenas três meses.  Para visitar a filha, que nasceu com uma síndrome rara, os pais de Votorantim (SP) que antes demoravam mais de duas horas na viagem até Campinas, agora levam pouco mais de 10 minutos para chegar ao Hospital Samaritano, em Sorocaba (SP), para onde a menina foi transferida no sábado (22).
Após a juíza Luciana Carone Nucci Eugênio Mahuad, da 1ª Vara Cível de Votorantim conceder na sexta-feira uma liminar que determinou a imediata internação da criança, os pais esperavam ansiosos para o primeiro horário de visita da UTI onde o bebê está neste domingo (23).
Segundo a mãe da menina, Patrícia da Silva, a primeira visita é uma vitória da filha e o primeiro passo para chegar mais perto de casa. Antes, os pais acordavam às 3h para ir de ônibus até Campinas.  “Eu pensei que ia poder ficar com a Sofia no quarto. Tanto que ela estava chorando muito e só parou quando me viu, mas quanto mais perto mais esperança dela ir embora logo. Estaremos aqui em todas as visitas e está tudo mais fácil agora", conta a mãe.
O bebê de três meses nasceu com Síndrome de Berdon, uma rara doença que provoca problemas no intestino, na bexiga e no estômago. A situação dela causou comoção após uma campanha na internet mobilizar pessoas de todo o país. Para sobreviver, a menina precisa de um transplante de três órgãos. Sofia já passou por três cirurgias desde que nasceu, mas precisa do atendimento especializado, que só pode ser feito nos Estados Unidos.
Ainda conforme Patrícia em entrevista ao G1, com a transferência da filha, os três horários de visita serão muito mais concorridos já que outros parentes poderão ficar perto do bebê.  “A minha intenção é levar a minha filha para casa, mas antes disso eu preciso construir um quarto que tenha a ventilação e a iluminação adequada que ela precisa. Por enquanto continuamos nos revezando aqui", comenta Patrícia.
Campanha na internet
A família de Sofia está pedindo ajuda financeira para conseguir uma viagem até os Estados Unidos, único país onde há a possibilidade da realização da cirurgia que pode reverter o quadro de saúde da menina.
Sofia será transferida para Sorocaba (Foto: Divulgação / Campanha 'Ajude a Sofia')Sofia nasceu com Síndrome de Berdon
(Foto: Divulgação / Campanha 'Ajude a Sofia')
De acordo com o pai, Gilson Gonçalves da Silva, em entrevista ao G1 em fevereiro, desde o quinto mês de gestação a família descobriu que a criança tinha uma deformidade na bexiga. Algum tempo depois, ela foi diagnosticada com a Síndrome de Berdon, que impede o funcionamento de  intestino, bexiga e estômago.
Segundo a mãe, que já perdeu um filho, um cirurgião explicou que é possível fazer um transplante nos Estados Unidos, mas o custo pode variar entre US$ 200 mil a US$ 600 mil (mais de R$ 1 milhão), fora as despesas da viagem. Diante disso, a família resolveu criar uma campanha na internet. “Esse dinheiro nós não temos, estamos pedindo ajuda da Justiça. Mesmo assim precisamos de ajuda para viajar, pagar passagens e tudo o mais. Quero salvar minha filha e preciso de ajuda”, conta a mãe.
A campanha intitulada "Ajude a Sofia" ganhou força nas redes sociais e mais de 13 mil pessoas já curtiram e compartilharam a página. Por meio de um site o internauta pode se cadastrar e doar o valor que quiser. A doação pode ser paga com cartões de crédito ou por boleto bancário. Até sexta-feira (21), a família havia arrecadado cerca de R$ 42 mil.

Hospital se nega a atender grávida em trabalho de parto em Santos

Casa de Saúde anunciou que fecharia o PS obstétrico apenas em maio.
Marido conta que mulher chegou no hospital gritando de dor e foi ignorada.

Mariane Rossi Do G1 Santos
Douglas e Mariana irão ter o primeiro filho  (Foto: Douglas Tripicchio/Arquivo Pessoal)Douglas e Mariana irão ter o primeiro filho
(Foto: Douglas Tripicchio/Arquivo Pessoal)
Uma grávida que estava prestes a dar a luz teve o atendimento negado, na madrugada deste domingo (23), na Casa de Saúde de Santos, no litoral de São Paulo. Segundo o marido dela, a atendente do pronto socorro obstétrico do hospital disse que o diretor não permitiu que ninguém desse entrada na unidade. A Casa de Saúde de Santos anunciou, na última sexta-feira (21), que pretende fechar o pronto socorro obstétrico, mas que a decisão valeria apenas a partir de maio. Agora, a família procura um outro local para realizar o parto, já que, segundo o médico, a criança deve nascer neste domingo.
O operador naval Douglas Tripicchio, de 31 anos, conta que a esposa Mariana Tartarini Grigoleto Tripicchio, de 27 anos e grávida de quase nove meses, começou a sentir fortes contrações por volta das 4h. Eles tinham marcado com o médico que, na segunda-feira (24), Mariana passaria por exames e daria entrada no hospital Casa de Saúde para realizar uma cesariana. Mas, devido as fortes dores da esposa, Douglas resolveu levá-la ao hospital neste domingo.
Quando chegaram na unidade médica, eles receberam a informação de que Mariana não poderia ser atendida. “As portas estavam fechadas, tinha segurança impedindo a entrada. Uma atendente disse que tinha uma orientação da direção que não era para abrir ficha para ninguém que chegava lá. A enfermeira chefe disse que não dava para atender”, conta Douglas.
O jovem não soube o que fazer e ligou para o médico que está acompanhando a gestação de Mariana. O profissional confirmou que existiam médicos na Casa de Saúde, mas que o atendimento não estava sendo realizado. Ele se ofereceu a atender Mariana no hospital Ana Costa, mesmo que o plano de saúde dela não cobrisse o atendimento naquela unidade. A grávida passou pela avaliação médica e voltou para casa.
Douglas voltou a ligar para a Casa de Saúde e recebeu a informação de que não há uma previsão de quando o atendimento médico para as grávidas será normalizado. Segundo o jovem, os funcionários alegam que o hospital não tem vaga na UTI neonatal e, por isso, não estão recebendo os casos de emergência.

Mariana, que está com de 8 meses e meio de gestação, continua sentindo contrações. "Ela está no começo da dilatação. Estamos acompanhando. Ela teria que voltar hoje de tarde para o hospital", explica. Douglas ainda não sabe onde Mariana poderá fazer o parto e onde será atendida, já que há poucas opções na região. “O hospital São Lucas está fechado, Beneficência não tem mais e o Ana Costa não cobre o nosso plano. Só temos a Santa Casa. Ela vai ter que ser atendida lá por um médico plantonista, desconhecido. Eles não falam claramente o que esta acontecendo. Ela vai ter que passar em um plantonista. Essa é a minha indignação. É um total descaso”, reclama.

Douglas pretende fazer um boletim de ocorrência de negligência médica. “Uma mulher gritando de dor e ninguém atender é uma negligência médica. Vou estar ligando para a polícia para ver se é cabível um boletim de ocorrência”, finaliza.
O G1 entrou em contato com a Casa de Saúde de Santos, que afirmou que não pretende se pronunciar sobre o assunto.
Casa de Saúde de Santos, SP (Foto: Reprodução / TV Tribuna)Casa de Saúde de Santos, SP
(Foto: Reprodução / TV Tribuna)
Fechamento Pronto Socorro obstétrico
A Casa de Saúde de Santos, no litoral de São Paulo, anunciou nesta sexta-feira (21) que pretende fechar o pronto socorro obstétrico. A decisão valeria já a partir de maio. Esse é o segundo hospital da cidade a adotar essa medida.
Segundo a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo, o PS para gestantes da Casa de Saúde atende 1000 mulheres por mês. Sem esse Pronto Socorro, e com a maternidade da Beneficência Portuguesa que já está fechada, as gestantes que têm plano de saúde podem ter problemas em breve.
A Sogesp quer evitar o fechamento do PS obstétrico da Casa de Saúde e vai fazer uma denúncia no Ministério Público. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo disse que apoia as orientações do Conselho Federal de Medicina, e as normas e resoluções vigentes no país, e que está acompanhando as negociações. Afirmou ainda que as instituições privadas têm direitos constitucionais de adequar suas diretrizes administrativas.
Na segunda-feira (24) está marcada uma reunião entre o Cremesp e a sociedade de ginecologia e obstetrícia e outra reunião entre o presidente da Unimed e representantes da Casa de Saúde para resolver o problema.