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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Coligações partidárias serão mantidas nas eleições de 2018


Câmara aprovou ontem fim das coligações, só que novidade só começará a valer em 2020.

Deputados federia aprovaram no final da noite de ontem quarta (20) a análise do texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/2016. A emenda estabelece o fim das coligações partidárias apenas a partir de 2020.
A proposta foi originada pelo PPS, partido da deputada federal Eliziane Gama, que propôs que o fim das coligações nas eleições proporcionais só ocorra a partir das eleições municipais de 2020.
Dessa forma, o sistema eleitoral brasileiro deve seguir quase que inalterado nas eleições do ano que vem.

Até 2030, carros a energia devem ser 10% da frota global


No Brasil, desde 2011 foram vendidos 5,9 mil carros elétricos e híbridos, dos quais 2.079 neste ano, quase o dobro de 2016

por Estadão Conteúdo
Frrota de carros elétricos

A pesquisadora da FGV Energia, Tatiana Bruce, diz que a principal dificuldade para a disseminação de veículos elétricos no Brasil é o alto custo, principalmente da bateria, que corresponde a 50% do valor do carro. ( Bruno Gomes )
Estudo recente da FGV Energia mostra que a frota mundial de elétricos e híbridos no ano passado era de 2 milhões de veículos para passageiros (exclui ônibus e motocicletas). A previsão é que até 2020 chegue a 13 milhões e, em 2030, a 140 milhões, ou 10% da frota total de carros.
No Brasil, desde 2011 foram vendidos 5,9 mil carros elétricos e híbridos, dos quais 2.079 neste ano, quase o dobro de 2016. O número representa 0,3% das vendas totais. Sozinho, o híbrido Toyota Prius, que custa R$ 120 mil, respondeu por quase 80% das vendas deste ano, com 1.635 unidades.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) calcula que, em dez anos, 2,5% das vendas de carros no País serão de híbridos (o que equivalerá a 0,4% da frota total). Boa parte deles deve utilizar etanol como combustível para gerar a energia da bateria, tecnologia que está em desenvolvimento por empresas como Toyota e Nissan. A fatia dos elétricos não foi calculada.
A pesquisadora da FGV Energia, Tatiana Bruce, responsável pelo estudo que utiliza dados globais da International Energy Agency (IEA), diz que a principal dificuldade para a disseminação de veículos elétricos no Brasil é o alto custo, principalmente da bateria, que corresponde a 50% do valor do carro. Nos últimos anos o preço vem caindo, mas ainda é elevado.
Por enquanto, diz Tatiana, "os grandes responsáveis pela adoção mais acelerada do carro elétrico em outros países são os subsídios para aquisição". Na China, mercado que mais cresce atualmente, o governo banca entre um terço e metade dos preços dos carros elétricos. A preocupação de ambientalistas é que a maior parte da energia local vem de térmicas a carvão.
No País, por enquanto, os incentivos são a isenção do Imposto de Importação para elétricos e redução da alíquota de 35% para até 7% para os híbridos. Alguns municípios, como São Paulo, oferecem isenção de IPVA e dispensa do rodízio. 
Segundo Tatiana, o Brasil tem necessidades diferentes de outros países que precisam cumprir o Acordo de Paris, sobre o aquecimento global. "Temos uma indústria de biocombustível bem desenvolvida, uma vantagem que a maioria dos outros não tem".
Além das decisões do Rota 2030, é aguardada e regulamentação da venda de energia para essa finalidade pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Hoje, os postos não podem cobrar pela recarga. Segundo a agência, a proposta de regulamentação será apreciada no primeiro semestre de 2018.

PT lança plataforma digital que será base de seu programa em 2018

Iniciativa, intitulada O Brasil Que o Povo Quer, prevê a transmissão de debates ao vivo pela internet, além de encontros presenciais nos diretórios do partido

por Estadão Conteúdo
PT lança plataforma digital que será base de seu programa em 2018

Principais lideranças do PT se reúnem para lançamento de plataforma ( Foto: Partido dos Trabalhadores )
As principais lideranças do Partido dos Trabalhadores estão reunidas nesta quinta-feira (21), em São Paulo para o lançamento de uma plataforma digital para discutir o Brasil sob a ótica do que a população deseja. Esse mote servirá de base para o programa que o PT lançará nas eleições presidenciais de 2018. 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta das 10h30 ao local no qual está sendo lançada a iniciativa "O Brasil Que o Povo Quer". Além dele, estão presentes a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e outros nomes da sigla.
A iniciativa contará com uma plataforma digital aberta à participação dos cidadãos, prevê a transmissão de debates ao vivo pela internet, além de encontros presenciais nos diretórios do PT. "As três frentes estão interligadas com um objetivo final e único de construir um novo Projeto para o Brasil, que será apresentado pelo PT à sociedade ao final do processo, em 2018", explica a organização do evento.
"Da união entre o saber popular e o saber acadêmico, pretendemos construir esse novo programa", afirmou Pochmann. O ex-presidente Lula não falou com a imprensa na chegada ao evento.

Doria dá espaço na Prefeitura de SP a empresas que se associam ao Lide



Evandro Leal/Agência Freelancer 
Empresas que se filiaram ao Lide têm parcerias e audiências com o prefeito João Doria (PSDB)

Empresas que se filiaram ao Lide têm parcerias e audiências com o prefeito João Doria (PSDB)
Após a eleição de João Doria (PSDB), o Lide, empresa de eventos que ele fundou, registrou filiações de multinacionais, e novos associados firmaram colaborações com a Prefeitura de São Paulo.
A Caixa Econômica Federal, banco 100% público controlado pelo governo federal, associou-se ao Lide em março, mesmo mês em que fechou parceria com a prefeitura no lançamento da Nota do Milhão, que substituiu a Nota Fiscal Paulistana.
Desde então, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, teve oito compromissos assinalados na agenda pública de Doria, três dos quais sorteios da Nota do Milhão.
O governo Temer, que controla a Caixa, aproximou-se de Doria nos últimos meses, ao mesmo tempo em que se afastou de seu rival interno no PSDB, Geraldo Alckmin.
Multinacionais como Starbucks e Burger King se associaram ao Lide, que conseguiu reverter o cenário de crise de 2015, quando perdeu 11 associados, e fechou 2016 com 32 novas filiações.
Uma das associadas do ano passado é a Uber, que entrou em novembro de 2016, mês seguinte à vitória de Doria no primeiro turno. Ao longo da campanha, o tucano defendeu reiteradas vezes a atividade da empresa.
Em 2017, a expectativa do presidente do Lide, Gustavo Ene, é manter o número de empresas associadas em torno das 1.797 atuais. Até agora, houve perda de 24 associados em 2017 em relação ao ano anterior, mas Ene diz que a maioria dos negócios é fechada no segundo semestre.
Depois de vencer a eleição, o tucano se desligou do comando do Grupo Doria, que detém o Lide, e passou o controle acionário aos filhos.
O prefeito nega correlação de sua agenda com o Lide.
CONCOMITÂNCIA
Um cruzamento entre a lista de adesões ao Lide com a agenda de Doria na prefeitura mostra outras aproximações concomitantes.
Em março, a prefeitura lançou, em parceria com a Estre Ambiental, um aplicativo do programa Limpa-Rápido, com informações sobre serviços de limpeza, coleta e destinação de resíduos do município. Doria e o dono da empresa, Wilson Quintella, fizeram o anúncio do projeto juntos, na sede da prefeitura.
Em julho, a Estre Ambiental se associou ao Lide e, no mês seguinte, Quintella estampou a capa da revista "Lide" em reportagem sobre a necessidade de adaptação do mundo corporativo a tecnologias digitais.
Em determinados casos, filiações ao Lide foram precedidas e seguidas de audiências de seus dirigentes com o prefeito. É o que ocorreu com a Votorantim e a Brookfield, que aderiram à empresa em julho.
A Votorantim teve duas reuniões em junho e uma em agosto assinaladas na agenda do prefeito. A assessoria de Doria diz que ele não participou da última. A Brookfield teve uma audiência em março e outra em setembro.
ANUIDADES
Para ser uma associada do Lide, a empresa, primeiro, deve ser aprovada nos critérios do grupo, que incluem faturamento igual ou superior a R$ 200 milhões ou ser líder de mercado em seu segmento de atuação.
Depois, precisa pagar uma anuidade de R$ 10 mil, caso queira ter assento reservado para dois executivos nos eventos do Lide. Se quiser ter quatro cadeiras, será um cliente "gold" e para isso pagará R$ 16 mil por ano.
Exemplos dessa modalidade são o Bradesco (a partir de julho de 2017), cujos executivos já estiveram em quatro agendas oficias do prefeito desde que assumiu, e a IBM (após agosto de 2016), que teve dirigentes no gabinete de Doria duas vezes.
Afastado do grupo, o tucano não abriu mão do convívio empresarial. Seccionais do Lide o homenagearam em eventos pelo país. E em São Paulo, Doria esteve no palco da palestra no Lide de FHC.
OUTRO LADO
A Prefeitura de São Paulo afirmou que "não há qualquer relação entre o fato de uma empresa ser associada ao Lide e ter reuniões com o prefeito João Doria ou representantes da prefeitura".
"Bradesco e IBM, mencionadas pela reportagem, têm porte e importância para se relacionar com qualquer instituição pública do país. Outras muitas empresas, que não são nem foram filiadas ao Lide, já foram recebidas pelo prefeito", disse nota enviada pela assessoria do prefeito.
Ainda segundo a assessoria, "não é possível correlacionar a participação de empresas em reuniões na prefeitura e sua posterior filiação ao Lide", disse.
A assessoria de Doria afirmou que, nas reuniões com executivos do Lide, "foram tratados temas de interesse da Prefeitura de São Paulo e dos cidadãos paulistanos".
Segundo a prefeitura, a Caixa Econômica Federal tratou da Nota do Milhão e a Estre Ambiental teve reunião na prefeitura em janeiro, sem Doria, para discutir aplicativo que lançaria em parceria.
A Votarantim, "dentre outros temas", tratou de doações. A Brookfield abordou, "dentre outros temas", possíveis doações e apoio na reforma de uma praça.
A IBM discutiu a "prospecção de oportunidades de parcerias" e o Bradesco, "detalhes da participação da prefeitura no Fórum Econômico Mundial. A prefeitura afirmou que "muitas empresas, que não são nem foram filiadas ao Lide, já foram recebidas pelo prefeito".
O presidente do Lide, Gustavo Ene, disse que a eleição de Doria "não influenciou em nada, até atrapalha" os negócios, por compliance (regularidade de práticas). "Não há relação entre adesão ao Lide e agenda da prefeitura."

Paris quer ser a primeira metrópole sem carros até a Olimpíada de 2024



Jacques Demarthon/AFP  

Carros antigos desfilam pelas ruas de Paris, em parada de 2012
No último dia 13, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou Paris como sede dos Jogos Olímpicos de 2024. Quando a Olimpíada começar de fato, a capital francesa estará transformada.
O vice-prefeito da cidade, Jean-Louis Missika, diz que até essa data é muito possível que "os veículos com motores de combustão conduzidos por particulares" já tenham sido proibidos em Paris.
Da janela de sua sala de trabalho na sede da prefeitura parisiense, ele faz um gesto em direção à movimentada rue de Rivoli. Até 2024, ônibus urbanos sem motorista deverão estar percorrendo a rua o dia inteiro. Os visitantes olímpicos terão uma visão da cidade pós-automóveis.
Quem observa caminhões descarregando mercadorias sobre faixas de pedestres na Paris de hoje tem dificuldade em acreditar nesse cenário. Paris hoje é uma cidade suja e caótica que tem anos de atraso em relação às cidades mais inovadoras em matéria de transportes, Amsterdã e Copenhague.
Segundo a prefeita, Anne Hidalgo, 6.500 parisienses morrem por ano devido aos efeitos da poluição. Mas isso acontece em grande parte porque a capital francesa foi construída muito antes de existirem automóveis e nunca teve espaço para eles.
Hoje, enquanto os carros particulares começam a desaparecer, as cidades pré-automóveis vão redescobrir sua vocação. Paris, capital do século 19, poderá se tornar a capital do século 21.
A cidade já está implantando iniciativas com vistas a esse futuro: elevou o preço do estacionamento, criou ciclovias e fez planos para até 2020 proibir a circulação de veículos movidos a diesel.
Paris tem tudo para se tornar a primeira metrópole mundial pós-carros. Para começar, a cidade é densa demais para a boa circulação de carros, e, com mais e mais turistas circulando, sua densidade é crescente.
"É preciso maximizar a utilização de cada centímetro de superfície de ruas", diz Ross Douglas, organizador da Autonomy, uma conferência anual sobre mobilidade urbana promovida em Paris. "A primeira coisa que a prefeitura vai querer fazer é reduzir os 150 mil carros estacionados na rua sem fazer nada. Por que você deve poder ocupar 12 m² para se locomover? Por que deve usar um grande motor a diesel para poluir meu ambiente e o de minha família?"
Até 2024, táxis sem motoristas vão funcionar continuamente, quase nunca estacionando entre uma corrida e outra. Os espaços de estacionamento de Paris serão convertidos em ciclovias, terraços de cafés ou playgrounds.
EMPREGOS
A segunda razão por que Paris pode se transformar rapidamente é que os empregos na indústria automotiva francesa vêm diminuindo constantemente desde a década de 1980. Hoje, esse setor é pequeno demais para poder fazer um lobby forte contra o futuro.
Em terceiro lugar, a França tem um presidente de 39 anos de idade e versado em tecnologia. Enquanto seus predecessores gastaram sua energia escorando indústrias moribundas, Emmanuel Macron pretende investir em indústrias novas, como a dos veículos autônomos.
Em quarto lugar, Paris não precisa de automóveis particulares porque já conta com o melhor sistema de transporte público de qualquer cidade internacional, segundo o Instituto de Transportes e Política de Desenvolvimento, sediado em Nova York.
Os turistas de cidades em desenvolvimento e sempre engarrafadas andam no metrô parisiense e se espantam. Missika diz que quase dois terços dos 2,2 milhões de parisienses não possuem carro.
GRANDE PARIS
É verdade que os 10 milhões de habitantes dos subúrbios fora de Paris dependem mais de seus carros. Mas até 2024 a maioria deles já teve ter se libertado dessa dependência.
Quem caminha por praticamente qualquer subúrbio parisiense hoje em dia topa com outdoors dizendo "Estamos preparando o terreno para o metrô". O Grand Paris Express será o maior projeto de transporte público da Europa e vai mudar a vida da população.
O projeto abrange a construção de 68 estações de metrô e de milhares de residências na superfície sobre elas. A Olimpíada em Paris vai garantir que as obras sejam concluídas no prazo previsto.
Ônibus urbanos sem motoristas vão percorrer as avenidas principais. Um deles já está circulando a título experimental em La Défense, o distrito empresarial. A única vez que o ônibus causou um acidente foi quando um motorista humano assumiu a direção e encostou o veículo no tornozelo de um pedestre.
Novas bicicletas elétricas vão permitir que ciclistas suburbanos percorram distâncias duas ou três vezes mais longas que as atuais, facilitando os deslocamentos diários longos entre casa e trabalho. O Boulevard Périphérique —o anel rodoviário de Paris, que hoje separa a cidade dos subúrbios— se tornará obsoleto, prevê Missika. O vice-prefeito espera vê-lo convertido em bulevar urbano arborizado e com cafés.
Até lá, Paris e seus subúrbios já terão se fundido para formar uma Grande Paris. Missika destaca que o Estádio Olímpico e a Vila dos Atletas em 2024 ficarão fora de Paris propriamente dita, em Seine-Saint-Denis, um dos departamentos mais pobres do país —situado a apenas cinco minutos de trem de Paris, mas hoje a um mundo de distância da capital.
Missika reflete: "Para mim, os Jogos Olímpicos vão representar sobretudo a [oportunidade de] construção de uma identidade grande-parisiense".
Em 2024, Paris será a metrópole número um da União Europeia. Perguntei a Missika se ele prevê que o "brexit" beneficie Paris. Ele respondeu que vê Londres e Paris como uma única cidade, "a metrópole". É possível viajar entre elas em menos tempo do que se leva para atravessar Xangai.
De qualquer maneira, ele acrescenta: "Tenho a impressão de que o 'brexit' não vai acontecer, porque os ingleses são pragmáticos. O momento em que dirão 'estávamos errados, vamos recuar' será um pouco humilhante, mas será melhor que concretizar o 'brexit'".
No Festival FT Weekend, há algumas semanas, o arquiteto britânico Richard Rogers me disse: "Paris está ganhando força outra vez".
A cidade ainda não será um paraíso em 2024. Talvez ainda haja soldados com metralhadoras patrulhando ruelas sonolentas, para evitar terroristas. Mas Paris já está começando a olhar para sua vizinha inglesa com simpatia, em lugar de inveja.

Supremo deve concluir hoje julgamento sobre segunda denúncia contra Temer

Votação
 A denúncia contra o presidente é de organização criminosa e obstrução de Justiça.
 
Agência Brasil

Presidente Michel Temer. (Beto Barata / PR)
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) deve concluir na sessão de hoje (21) o julgamento sobre o envio à Câmara dos Deputados da segunda denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral da República (PGR) Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer. Até o momento, o placar da votação está em 7 votos a 1 pelo envio. Faltam os votos dos ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e da presidente do STF, Cármen Lúcia. A denúncia contra o presidente é de organização criminosa e obstrução de Justiça.
A maioria da Corte segue voto proferido pelo relator do caso, Edson Fachin, e entende que cabe ao Supremo encaminhar a denúncia sobre o presidente diretamente à Câmara dos Deputados, conforme determina a Constituição, sem fazer nenhum juízo sobre as acusações antes da deliberação da Casa sobre o prosseguimento do processo no Judiciário.
O entendimento da Corte contraria pedido feito pela defesa de Temer, que pretendia suspender o envio da denúncia para esperar o término do procedimento investigatório iniciado pela PGR para apurar ilegalidades no acordo de delação da JBS, além da avaliação de que as acusações se referem a um período em que o presidente não estava no cargo, fato que poderia suspender o envio.
O entendimento de Fachin também foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Ricardo Lewandoski e Dias Toffoli.
O ministro Gilmar Mendes divergiu da maioria e entendeu que a denúncia contra o presidente Temer deveria ser devolvida à PGR. Segundo o ministro, as acusações constantes na denúncia se referem a fatos que teriam ocorrido no período em que o presidente não estava no cargo.
“Se o procurador acredita que a denúncia é minimamente viável, deveria tê-la formulado com conteúdo que possa ser recebido, senão não deveria ter formulado denúncia alguma.
O prosseguimento da primeira denúncia apresentada pela PGR contra o presidente, pelo suposto crime de corrupção, não foi autorizado pela Câmara. A acusação estava baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada de executivos da J&F. O áudio da conversa entre Joesley Batista e o presidente Temer, gravada pelo empresário, também foi uma das provas usadas no processo.
Tramitação
Com a chegada da denúncia ao STF, a Câmara dos Deputados precisará fazer outra votação para decidir sobre a autorização prévia para o prosseguimento do processo na Suprema Corte.
O Supremo não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer só poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de parlamentares que compõem a Casa.
A autorização prévia para processar o presidente da República está prevista na Constituição. O Artigo 86 diz que “admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”.

Maranhão é antepenúltimo em Ranking de Competitividade dos Estados

Maranhão cai em ranking

Com nota 31.5, o estado ocupa apenas a 25ª colocação em 2017, tendo recuado cinco posições desde 2015, de acordo com estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) divulgado ontem
Maranhão é antepenúltimo em Ranking de Competitividade dos Estados

Maranhão - posição no ranking geral (Foto: Divulgação)
SÃO LUÍS - Em dois anos, o Maranhão caiu da 20ª para 25ª posição no Ranking de Competitividade dos Estados. Segundo estudo realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Group, o estado ocupa a antepenúltima colocação no ranking de 2017, entre todos os estados.
O estudo mostra que a nota que mede a competividade das unidades federativas, no caso do Maranhão, que correspondia a 43.1 em 2015, caiu para 31.5 em 2017. Desse modo, o estado ganha apenas do Amapá (26º - nota 28.2) e Sergipe (27º - nota 27). Paraíba e Ceará são os representantes do Nordeste mais bem colocados, nas 10ª e 11ª colocações, respectivamente.
Na composição do ranking este ano, foram considerados 66 indicadores, agrupados em 10 pilares - infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.
No detalhamento dos pilares, o Maranhão recebeu nota zero no ranking de 2017 em relação à sustentabilidade social, ocupando a última posição, a qual vem mantendo desde 2015, segundo o estudo.

Posição - Ranking geral do estado (Foto: Divulgação)
No pilar capital humano, que reúne os indicadores de custo de mão-de-obra, população economicamente ativa com ensino superior, produtividade do trabalho e qualificação dos trabalhadores, o Maranhão obteve nota 15,5, situando-se, portanto, na 25ª posição no ranking. Em sustentabilidade ambiental é somente o 24º lugar com nota 16.5.
Com relação à eficiência da máquina pública, que mede percentual de servidores comissionados, custo do Executivo, Legislativo e Judiciário em relação ao PIB, eficiência do Judiciário e Índice de Transparência, a nota alcançada é 42.2, resultado que coloca o Maranhão na 20ª posição entre as 27 unidades da federação.
No pilar potencial de mercado, que analisa o crescimento potencial da força de trabalho, tamanho de mercado de taxa de crescimento, o Maranhão recuou oito pontos de 2017 para 2016, e ocupa agora a 17º lugar no ranking com a nota 33.6.
Outro recuo considerável apontado área da segurança pública, no qual, de acordo com o estudo, o Maranhão saiu da 10ª posição em 2015 para a 15ª em 2017, com a nota de 75.9 para 43.4, respectivamente.
Ainda que tenha avançado duas posições no pilar educação (de 23º em 2015 para 21º em 2017), com a nota 20.2, a competividade do Maranhão ainda está longe do ideal. Em termos de inovação ocupa apenas o 20º lugar e o 17º em infraestrutura. O único pilar com nota razoável para o estado é o de solidez fiscal, ficando em 10ª posição.
Mais
Sistema de avaliação
O Ranking de Competitividade é um sistema de avaliação da administração pública. Com isso, a população pode avaliar a gestão do seu estado. O ranking estimula os estados e os líderes públicos a buscarem inovações e melhorias nos pilares e indicadores avaliados.
Estado de São Paulo lidera o Ranking de Competitividade
São Paulo segue na primeira colocação no Ranking de Competitividade dos Estados. Já nas duas colocações seguintes houve troca de posições, com Santa Catarina subindo da 3ª para a 2ª colocação - puxado pelo ganho de nove posições no pilar de potencial de mercado e três nos de solidez fiscal, capital humano e segurança pública -, com o Paraná caindo da 2ª para a 3ª posição - penalizado pela perda de sete posições também no pilar de solidez fiscal e três no de eficiência da máquina pública.
De acordo com o estudo, as unidades federativas do Sudeste, Sul e Centro-Oeste concentram-se na metade superior do ranking, com os estados do Norte e Nordeste ocupando as últimas posições.
Outras mudanças expressivas no ordenamento do ranking geral ocorreram com Acre, Rondônia, Paraíba, que foram as que mais ganharam posições, enquanto Amapá, Amazonas e Pernambuco foram os estados que mais perderam posições.
Nesta edição do Ranking de Competitividade dos Estados merece destaque também as sensíveis alterações de posições entre os estados (em relação à edição de 2016) nos pilares de solidez fiscal e de segurança pública.
A situação fiscal dos Estados e municípios brasileiros apresentou sensível deterioração em 2016, sendo que alguns já declararam calamidade financeira (Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) ao passo que uma série de outros também mostra uma situação financeira bastante fragilizada.
No caso do pilar de segurança pública, há dois fatores que explicam a forte queda das entre as unidades federativas. Em primeiro lugar, houve forte revisão nas séries históricas das fontes oficiais, principalmente no indicador de roubo e furtos de veículos. Além disso, também foi implementada uma alteração na fonte das estatísticas do indicador de ‘mortes a esclarecer’.
Até a edição de 2016 era adotada a série do Fórum de Segurança Pública, substituída pela do Datasus, que dentre as vantagens, disponibiliza estatísticas para todos os estados.